sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Eleições da ASSOMAR (5) compreenda os bastidores em 2012


Esta postagem mostra como a posse de uma nova diretoria, eleita por aclamação (uma vez que a chapa foi formada por consenso e sem oposição), resultou em mudanças radicais de posturas na associação sem que houvesse sequer uma única assembléia para a discussão e votação de novos rumos para a associação.

Ao final do texto serão apresentadas novas informações que podem, ou não, ser consideradas relevantes.



Um Retrospecto da ASSOMAR Segundo a Percepção de um de seus Colaboradores - Parte V


Texto de Marcelo Brito    


O secretário de planejamento de Itatiaia, Rui Saldanha, pareceu, por meio de suas atitudes, antever o futuro que estava por vir.

Ao tomar ciência de que haveria uma nova diretoria na ASSOMAR, ele pediu que, para a reunião com os representantes do estado, os representantes da ASSOMAR apresentassem um ofício, assinado pela nova diretoria, oficializando que esses representantes estariam participando das discussões em nome da associação de moradores.

Outra providência que ele tomou, que achei muito inteligente, embora no fim não tenha dado certo, foi que ele esperou até a véspera da data marcada para a reunião com o estado para, então, fazer o convite para a MAUATUR. Até o local da reunião, a Pousada Olho D’Água, em Maringá, ele conseguiu arranjar, sem informar ao proprietário (Sr. Luis Alves, associado da MAUATUR) sobre o assunto a ser tratado na reunião, e nem quem compareceria a ela.

Na noite anterior à reunião, conversei ao telefone com o secretário. Confirmei o número de cópias do documento que deveria levar, confirmei que a ASSOMAR já tinha preparado o ofício solicitado com o nome de seus representantes, e ele afirmou que os Srs. Vicente Loureiro (SEOBRAS) e José Roberto (DER-RJ) haviam confirmado suas presenças na reunião, conforme acertado anteriormente com o vice-governador Pezão.

Aí, o que acontece? A MAUATUR é convidada, literalmente, de véspera (eu confirmei com o Sr. Julio Buschinelli do Restaurante Rosmarinus, na tarde anterior, e ele ainda não havia tomado conhecimento de nada) e tudo começa a desandar.

No dia da reunião, ao invés dos Srs. Vicente Loureiro e José Roberto, aparece a Sra. Carmen Lúcia Petraglia informando que surgiu um imprevisto de última hora com o Sr. Vicente Loureiro.

Sem desmerecer a coordenadora de obras da SEOBRAS, a diferença é brutal. Ela afirma não ter respostas para a maioria das indagações importantes e que terá que realizar consultas. O Vicente Loureiro, segundo o vice-governador, tem o poder de tomar decisões.


A esquerda, de pernas cruzadas, o Sr. Julio Buschinelli da MAUATUR; seguindo para a direita, os secretários de Itatiaia, Rui Saldanha, Nilson Neves e Roberta Oliveira



Vista de todos os presentes à reunião entre representantes da ASSOMAR, prefeitura de Itatiaia, governo do estado e MAUATUR no salão da Pousada Olho D'Água.


Pela prefeitura de Itatiaia compareceram os secretários de Planejamento (Rui Saldanha), Ordem Pública (Nilson Neves) e Turismo (Roberta Oliveira).

Pela MAUATUR estavam presentes os Srs. Osvaldo Caniato (presidente), Derek Sharp, Julio Buschinelli e Luis Alves.

O Caderno de Encaminhamentos foi entregue à Sra. Carmen Lúcia, que não teve respostas para nada e só afirmou que os pedidos de mudança nos projetos das vilas estavam vindo com muito atraso. Não houve nenhum apoio explícito por parte da MAUATUR que somente concordou com a questão do atraso nas reinvidicações.

O secretário Rui Saldanha atuou mais como mediador, embora tenha confirmado as opiniões da prefeitura no que diz respeito à pavimentação da RJ151, a criação de uma guarita (ou pórtico) na saída da Ponte do Marimbondo e a manutenção das pontes dos vales. A questão dos bolsões de estacionamento foi também comentada pelos secretários Rui Saldanha e Nilson Neves, que também se manifestou sobre o controle de tráfego de veículos principalmente na área acima da vila da Maromba. A secretária Roberta Oliveira, e o secretário Rui Saldanha, concordaram sobre a possibilidade de se fazer um pórtico com um centro de informações turísticas na Ponte do Marimbondo, e aí, foi o único momento em que os representantes da MAUATUR demonstraram algum interesse. (Exceção feita ao momento em que afirmei, meio que na base do humor, que ali não havia nenhum ambientalista, que nós estávamos ali com propostas práticas, para discussão, e um dos empresários da MAUATUR presentes, interrompeu para afirmar que ele é um ambientalista).

Da parte da ASSOMAR, os únicos a se manifestarem de maneira significativa fui eu e o presidente Cláudio Lopes.

Ao final da reunião, tínhamos perdido parte da confiança com que entramos. Lembro-me especificamente de estar caminhando com o Cláudio Lopes e com o Sr. Osvaldo Caniato, e este nos dizer que fizemos as coisas na hora errada e que “o bolo estava na porta do forno” e não era o momento para mudanças. Infelizmente, o momento certo nunca havia sido apresentado para nós.

Naquela mesma noite, o prefeito Luis Carlos “Ypê” fez nova reunião com a ASSOMAR. Ele perguntou a respeito da reunião no Olho D’Água e tratou de outros assuntos da comunidade.

O combinado havia sido que o estado marcaria uma nova reunião para tratar conosco. Mas a convocação não aparecia. Até que ocorreu uma reunião do pessoal do PBA, da qual a Sra. Carmen Lúcia participou. Ao final da reunião estávamos todos conversando do lado de fora do clube de Mauá (local da reunião), quando o vice da ASSOMAR Júlio César começou a puxar o Cláudio Lopes para um canto (ele faz isso constantemente quando eu estou por perto).

Como o Cláudio estava ali de carona comigo, respeitei mais uma vez a hostilidade, pois teria a oportunidade de conversar com o Cláudio no caminho para casa. Uma vez no carro, reforcei mais uma vez, a necessidade de criarmos um “pacto de convivência” na ASSOMAR de maneira a não ficarmos com essa hostilidade e falta de educação. O Cláudio me contou então, que ele e o vice foram conversar com a Sra. Carmen Lúcia, cobrando o agendamento de uma reunião de resposta. Parece que ela teria deixado transparecer um pouco de irritação, e se expressou de maneira pouco amistosa, afirmando que as reivindicações feitas não poderiam ser atendidas sob o risco de o projeto ter que passar por todo um processo de reaprovação junto ao PRODETUR e retardando a sua realização.

Também foi nessa ocasião que ela veio com a “ameaça velada” de que a verba já liberada para a obra tem um prazo para ser utilizada e que corríamos o risco de perdê-la se fôssemos mexer no projeto. Desde então, essa se tornou a principal argumentação do vice Júlio César para tentar derrubar qualquer sugestão sobre as obras.


O prefeito Luis Carlos "Ypê" e sua chefe de gabinete Adriana Fontes, reunem-se com representantes da ASSOMAR na mesma noite da reunião na Pousada Olho D'Água.



A Coordenadora de obra Carmen Lúcia, faz apresentação para platéia no clube de Mauá.


Ninguém parece se dar conta de que as obras de urbanização das vilas nunca foram suspensas pela justiça e que a obra na vila de Mauá está paralisada por falta de pagamento aos contratados. O mesmo ocorre com a obra do Centro Turístico. Enquanto que a questão da pavimentação da RJ-151 com bloquetes, já foi concordada pelo vice-governador, desde que o secretário Rui Saldanha e a ASSOMAR convençam o presidente do DER. Mas a nova diretoria da ASSOMAR abriu mão por completo, de reinvidicar essa causa.
Duas novas reuniões, com a resposta do governo de estado, foram agendadas para ocorrer no dia 14 de junho, uma na vila de Maringá (de manhã) e outra na vila da Maromba (depois do almoço). Assim que soube das reuniões falei com o Cláudio Lopes a respeito de minha presença nelas. O Cláudio confirmou minha presença na reunião de Maringá, mas achou complicado que eu fosse à da Maromba.
Quero deixar bem claro aqui, que eu não precisava ter falado nada com o Cláudio Lopes, porque o meu nome já constava do ofício da delegação que negociaria com o governo do estado desde a primeira reunião em fevereiro. Como participei de todas as reuniões convocadas da ASSOMAR naquele período, e não houve nenhuma mudança oficial, nada escrito em ata, e nem votação para novos delegados, eu não só tinha o direito, como tinha a obrigação de estar nas reuniões.
Para não criar problemas e dentro de um espírito de cooperação, concordei com o Cláudio em não comparecer na reunião da Maromba. Nem discuti com ele.
No dia da reunião, cheguei cedo ao Centro Administrativo e já tive o primeiro indício do que estaria por vir quando o Administrador Regional perguntou o que eu estaria fazendo ali, pois ele tinha sido informado de que eu não participaria da reunião. Ele foi à loja do Cláudio Lopes, falou com ele, voltou e não retornou ao assunto. Nós três fomos buscar cadeiras no Quiosque do Gás para acomodar a todos no Centro Administrativo.
Os representantes dos governos do estado (trouxeram a tiracolo o pessoal do PBA da Casa Vermelha) e os do município começaram a chegar, e somente eu e outro casal de moradores estávamos no Centro Administrativo. Olhei pela varanda e vi um grupo da ASSOMAR reunido na Travessa do Visconde, conversando e aguardando a chegada de outros.
Isso é outra coisa que não dá para entender na cabeça desses camaradas. Você tem a oportunidade de estar em uma sala com diversos secretários municipais, sendo que a comunidade possui diversas carências e pendências, e fica todo mundo lá do lado de fora, sem tomar a iniciativa para nada.
Conversei com o secretário Nilson Neves a respeito dos bolsões de estacionamento (entreguei a ele um mapa da vila de Maringá com sugestão para pontos de criação dos bolsões). Falei com a secretária Roberta Oliveira sobre as eleições de Itatiaia. E ainda indaguei para o secretário Domingos Baumgratz, do Meio Ambiente, sobre a questão de um processo, que está na prefeitura há dois anos, para a abertura de uma trilha que permita a manutenção dos canos de abastecimento de água para 75 famílias no morro da Pousada do Cantinho da Paz. Tudo isso antes da reunião oficial!
Os meus colegas de ASSOMAR, quando chegaram, vieram acompanhados do vice-presidente da AMAMAUÁ. Mais tarde, ainda chegou o presidente da AMAMAUÁ.
Quando do início da reunião, nenhum de meus colegas olhava para mim, fui apertar a mão de um dos diretores e levou quase que 10 segs para ele se dar conta de minha mão extendida para ele. Eu já estava cheio de pressentimentos ruins, me distraí, e esqueci-me de fazer um comunicado oficial de que estava gravando a reunião.
Mais tarde, me informaram que achavam que viram o Sr. Vladir Fernandes fazer um sinal para o vice da ASSOMAR, Júlio César. Não sei afirmar se isso é verdade, mas não me surpreenderia.
Fato é que o vice Júlio César interrompeu a reunião, pedindo por uma questão de ordem e me questionou diretamente se eu tinha pedido autorização para gravar a reunião, e depois perguntou ainda quem havia me convidado para participar da reunião, porque eu não deveria estar ali.


A imagem acima, é do vice presidente da ASSOMAR (foto: reprodução do Facebook). Ao clicar sobre ela serão executado os últimos 1:30 minutos (de um total de 8:30 minutos) que gravei da reunião. O trecho final, aonde a gravação foi encerrada, é o vice da ASSOMAR argumentando que haveria uma negociação e/ou um acordo naquela reunião e que isso não deveria ser gravado.


Ninguém defendeu a minha permanência na reunião e, depois de ter pedido desculpas, ainda tentei manter o gravador ligado para registrar a reunião. O administrador regional, que é um CC, veio rapidamente com a opinião de que ali éramos “todos amigos” e que não havia necessidade de gravar a reunião. O arquiteto da SEOBRAS, que tinha sido rápido em responder que eu não havia solicitado a ele licença para gravar, não quis se comprometer mais e nenhum outro secretário municipal, ou a Sra. Carmen Lúcia, se opuseram. A moradora que estava lá com seu marido foi a única que afirmou não ver problemas em gravar a reunião, alegando que a gravação poderia ser divulgada para os outros moradores que não compareceram. Uma forma de prestação de contas. Houve alguns comentários de que não seria necessário gravar, mas naquele momento eu já tinha desligado o gravador.
O secretário Rui Saldanha, tentando quebrar a tensão do momento, soltou uma brincadeira sobre eu ser o Marcelo Juruna, já que eu estava sempre com o meu gravador.
Final de estória. Até o dia de hoje, não houve qualquer menção em reuniões públicas da ASSOMAR, sobre o que foi discutido nas duas reuniões. AS ATAS NÃO INFORMAM NADA! AS RESPOSTAS PARA OS ENCAMINHAMENTOS FEITOS NÃO FORAM DISCUTIDOS! NÃO HOUVE PRESTAÇÃO DE CONTAS!
O vice Júlio César não prestou contas para ninguém sobre o debatido ali e nem na Maromba. O pessoal da AMAMAUÁ, que não tinha porque estar lá (somente o fato do vice deles ser cunhado do vice da ASSOMAR), esteve em ambas as reuniões. Na verdade, o presidente da AMAMAUÁ não foi na reunião da Maromba, porque ficou conversando comigo na vila de Maringá durante quase duas horas após a reunião de Maringá.
Ninguém da MAUATUR apareceu na reunião da vila de Maringá, parece que sequer foram convidados. Eu mantive o meu combinado e não fui à reunião da vila da Maromba.
O único comentário que farei aqui acerca do conteúdo da reunião, é que, em certa altura, um diretor da ASSOMAR ressuscitou aquele velho argumento vencido de que o trânsito de Maringá melhorará quando a estrada para subida for aberta pelo lado mineiro. O curioso é que quando ele falou isso, os representantes do governo do estado se entreolharam, mas preferiram ficar calados. Afinal de contas, que valor tem a verdade, quando a mentira ajuda?
A partir dessa reunião desisti de qualquer esforço no sentido de melhorar o meu relacionamento com o vice da ASSOMAR. Não vale a pena perder mais do meu tempo com uma pessoa desse nível.




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As informações a seguir não constam do texto original e estão inseridas aqui somente para o leitor que as considere relevante e/ou pertinente. 


Passados alguns meses depois de ter assumido o posto de vice presidente da associação de moradores, a cervejaria Serra Gelada conquistou um stand próprio na Festa do Pinhão e no Festival Gastronômico, dois dos maiores eventos turísticos regionais, ambos promovidos pelas associações comerciais locais.




Outra mudança ocorrida na associação foi a ênfase e apoio que ela passou a dar aos projetos de festivais regionais promovidos pela Secretaria Municipal de Turismo. Desde então a Serra Gelada abriu uma segunda loja comercial em Maringá e comenta-se que estão prestes a abrir uma terceira na vila de Mauá.










sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Reurbanização de Maringá I


A partir desta postagem estaremos publicando "closes" das plantas do projeto do PRODETUR de urbanização da vila de Maringá, na Região de Visconde de Mauá.

A opção de publicar "closes" (ou "zoom in") de partes da planta, ao invés de publicar a planta inteira, é uma opção estética. Se publicássemos a folha inteira, ela ficaria de um tamanho (pequeno) tal que o leitor não conseguiria distinguir detalhes que talvez o interesse e a página do blog ficaria desarrumada à toa.

Esperamos que da forma que as imagens ficarão expostas o leitor consiga acessar de maneira satisfatória as informações que deseja.


Travessa do Visconde 



Projeto de Urbanização - Paisagismo Plantio e Paginação do Piso












As imagens abaixo permitirão ao leitor que compreenda a paginação do piso na imagem acima, que não permite a visualização de detalhes.


Detalhe da cabeceira da Ponte de Pedestres



Módulo de Plantio e Bancos para descanso do pedestre






Rampa de Acesso a Ponte



Baixo Maringá



A entrada na vila de Maringá 

A imagem da entrada da vila já mostra como nas ruas da vila, aqui chamadas de alamedas, a pavimentação será feita com blocos. A imagem mostra que na entrada da subida que leva à Pousada Bela Mauá, aonde hoje está ocorrendo a construção de um novo restaurante, existirá um circulo de blocos como se fosse uma pracinha. Talvez um engano do desenhista da planta, uma vez que nos dias de hoje a pracinha existente fica no lado oposto da rua. Mas talvez não seja erro, talvez a intenção seja acabar com aquela área de lazer criada pelo "Pretinho" e que é carinhosamente chamada de "Praça que não é nossa" pelos frequentadores do local estilizado com desenho de abelha e pote de mel.

De qualquer forma, a viela que passa nos fundos do mercado do Reginaldo e atrás do Richard's Burger, passa a ser chamada de "Alameda 1", e tem seu piso pavimentado de blocos.

A Alameda 2 passa a ser a viela aonde se localiza o Restaurante Coisas do Arco da Velha


Alameda 3 é a viela com a Pousada da Palmira.



Close de uma das plantas com a pavimentação das alamedas.







segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Eleições Adiadas em Associação de Moradores de Visconde de Mauá

Ontem, 31 de agosto, não houve eleição de nova diretoria na associação de moradores ASSOMAR, pois ninguém apresentou interesse em registrar uma chapa para assumir a associação.

Ocorreu então um início de debate aonde começaram a ser discutidos os motivos que levaram a falta de interesse de apresentarem-se voluntários para a tarefa.

Reclamou-se de como muitos "amigos", aproximam-se da associação trazendo o seu problema, e que quando este problema é tratado, este "amigo" desaparece e não interessa-se mais em envolver-se nos problemas da comunidade.

Daí alguns começaram a reclamar das críticas que a associação recebe, principalmente pela Internet, e a coisa desandou nas reclamações, provocações e lamúrias.

Parecem não lembrar que muitas das reclamações na Internet começaram a aparecer porque a associação radicalizou e não permitiu mais a discussão em assembleias. Quando permitiu a entrada de empresários da MAUATUR que dominaram a associação, rasgaram o estatuto e começaram a definir quem deveria ou não participar das reuniões.

Ora, bolas! Se um morador, fica proibido de participar dentro de uma associação de moradores, aonde mais ele pode se expressar?


Até na Internet eles tentam fazer censura e criam grupos fechados, aonde não permitem a postagem de certas pessoas e expulsam membros que emitam certos comentários ou, tragam certas postagens vindas de fora.


Quem será que é realmente covarde nessa estória?

Na verdade, TODAS as associações representativas da região de Visconde de Mauá são absolutamente REPRESSORAS e COVARDES.

Não permitem a livre expressão de opinião de seus associados. Descriminam e oprimem de forma covarde (boicotes econômicos), e as vezes até violenta, aqueles que pensam de forma diferente da deles, e depois reclamam quando aqueles que se sentem oprimidos encontram uma maneira de responder às "ofensas" recebidas.

Em tempo: A eleição de uma nova diretoria foi reagendada para uma data futura (indeterminada) para que haja tempo de que surja alguma chapa candidata.

domingo, 31 de agosto de 2014

Eleições da ASSOMAR (4) compreenda os bastidores em 2012



Este é o último texto que será possível republicarmos antes das eleições que ocorrerão nesta noite de 31 de agosto, a partir das 20:00 hs, na vila de Maringá, Restaurante Coisas do Arco da Velha, o restante da série continuará sendo publicado mesmo com o término das eleições.

Curioso, como até o nome do estabelecimento aonde ocorrem as reuniões, é sugestivo para os fatos que acontecem dentro da associação.



Um Retrospecto da ASSOMAR Segundo a Percepção de um de seus Colaboradores - Parte IV



Texto de Marcelo Brito      



Eleição, Caderno de Encaminhamentos e Novas Adesões (Mais Infiltrações?)


Além das situações já citadas em outros textos, ainda havia mais um “pequeno problema” a ser resolvido. Estávamos às vésperas de elegermos uma nova diretoria na ASSOMAR e precisávamos discutir o futuro da associação.

Eu e o Cláudio Lopes começamos a discutir esse assunto entre nós, bem no meio da crise sobre o projeto da Maromba.

Por uma restrição no estatuto da associação, eu não posso me candidatar a cargos na associação por não ter filiação eleitoral no município de Itatiaia. Meu título de eleitor é do município do Rio de Janeiro, e eu sempre relutei em transferi-lo para cá. Sabia que, se o fizesse, surgiriam mais comentários ainda a respeito do meu envolvimento nos assuntos da comunidade.

Um dia, almoçando com o Cláudio, ele me propôs que transferisse o meu título para cá para formarmos uma chapa. Respondi que, por motivos pessoais, não achava que devesse fazer isso, mas me comprometi a continuar ajudando na associação da maneira que pudesse. Hoje, ao olhar para trás, arrependo-me de não ter aceitado a proposta dele.

Exatamente duas semanas depois, em novo encontro, ele desabafou que não estava mais aguentando a situação de ser pressionado e cobrado por todos os lados. Disse também, que toda aquela situação já estaria afetando o seu comércio. Mostrou-se bastante irritado e desgastado com os problemas e disse que iria se afastar da direção da associação. Afirmou que continuaria ajudando, mas que não queria mais o compromisso.

Naquele momento, não vi como tentar mudar a opinião dele. Como sequer tentar, se poucos dias antes eu mesmo não me dispus a formar uma chapa com ele? Fiquei na esperança, de que, com o passar dos dias, ele esfriasse a cabeça e ficasse mais flexível em sua decisão.

Espero que ele não se aborreça com o que vou revelar aqui, porque acho que ninguém mais percebeu o ocorrido, mas ele reconfigurou o Blog ASSOMAR e removeu o nome, por extenso, da associação. O blog agora é um “Informativo da Região de Visconde de Mauá”. O título “BLOG ASSOMAR” não pôde ser modificado por uma restrição técnica do Google que não permitia essa mudança.

Ele fez isso justamente por ter resolvido se afastar da direção da ASSOMAR. O blog continuaria sendo escrito por ele, mas de maneira independente da ASSOMAR.


Apesar da mudança no cabeçalho do blog, não foi possível mudar seu nome.


Capa do Caderno de Encaminhamentos apoiado pela prefeitura e enviado para o governo do estado do RJ


O próprio blog parecia passar por uma crise de identidade, da qual ainda não saiu até hoje: Afinal, as opiniões transcritas lá são da ASSOMAR, ou do Cláudio Lopes? Muitas vezes surgem comentários nos tópicos abertos lá, que mostram que as pessoas que acompanham o blog também não sabem ao certo. A imagem da ASSOMAR ficou muito embaralhada com a passoa Cláudio Lopes.

Isso ocorre também no Facebook, aonde as opiniões e comentários pessoais dele são contestados como se fossem da associação. Para mim, como espectador, chega a ser divertida a confusão que fazem, mas também sou testemunha do desgaste pessoal que ele passa por conta disso. Ele vive se retirando de grupos de discussão e deixando de postar notícias lá, justamente por esse motivo. É uma situação muito injusta, na qual ele perde a sua individualidade como pessoa.

Voltando a eleição, a data estava chegando e ele continuava decidido a se afastar.

Certo dia, fomos procurados por uma comerciante local, que afirmava estar muito preocupada, especificamente com o que seria uma guerra de preços que estaria ocorrendo entre os restaurantes da vila. Ela, como fornecedora de produtos para os restaurantes, demonstrava preocupação com a queda na qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelos restaurantes ocasionados pela concorrência de preços baixos.

Ela veio conversar comigo e eu afirmei, especificamente, que era da opinião de que os comerciantes deveriam formar uma associação independente e representativa deles no município de Itatiaia. Essa solução, apesar de ser a ideal, é demorada e ela queria promover uma discussão, o mais rapidamente possível.

O Cláudio Lopes foi chamado para se juntar à discussão e acabamos disponibilizando a ASSOMAR para ajudá-la a fazer uma reunião entre esses comerciantes. Produzimos um modelo de panfleto de convocação de reunião, com o apoio da ASSOMAR, e explicamos que a associação, por ser de moradores, não teria como ajudar mais, a menos que eles se registrassem temporariamente como moradores e, a gente estudasse o estatuto para verificar se seria possível fazer alguma alteração que nos permitisse ter essa dupla função.

Nós, na realidade, não tínhamos vontade de fazer essa mudança, pois isso faria de nós, exatamente o que reclamamos da MAUATUR (que é uma representação comercial que tenta se fazer passar por representativa de moradores). Mas, ficamos de estudar a situação. Hoje, posso afirmar que o artigo 5 de nosso estatuto é bem claro e, específico, em não permitir essa possibilidade.

Coincidentemente, a reunião desses comerciantes foi agendada para o mesmo dia e horário da terceira, e decisiva, reunião sobre o projeto de urbanização da vila da Maromba. Avisamos que, se fosse possível, tentaríamos retornar de lá para acompanhar o final da reunião deles; mas que a nossa prioridade, e obrigação, eram com a reunião da Maromba.

Voltamos da reunião da Maromba, com uma grande sensação de alívio por termos encerrado a questão. Ao entrarmos na Travessa do Visconde, encontramos com o pessoal da reunião dos comerciantes saindo do restaurante aonde haviam se encontrado.

Eu conversei com um grupo deles e o Cláudio conversou com outro. No grupo que falou com o Cláudio estava o Julio Cesar da cerveja Serra Gelada. Mais tarde, quando eu e o Cláudio nos juntamos de novo para fazer um lanche de final de noite, comparamos as informações que levantamos.

Em suma, os comerciantes resolveram que desejavam se filiar a ASSOMAR, como moradores, enquanto uma situação definitiva seria estudada para o seu caso. Eles propuseram compor uma chapa de diretoria encabeçada pelo Cláudio Lopes, tendo como vice o Júlio César.

Já naquela noite, o Júlio me ignorou pela primeira vez. O Cláudio também notou o ocorrido, mas imaginamos que podia ser “o jeito” dele, uma vez que nunca havíamos sido oficialmente apresentados, um ao outro.


Daniel de Brito na apresentação do projeto alternativo de urbanização da vila de Maromba


Um membro da MAUATUR já entrou, mas será que haviam outros tentando enfiltrar-se na ASSOMAR?


Com a resolução do caso da Maromba, passei os dias seguintes me dedicando exclusivamente à fabricação do Caderno de Encaminhamentos. Eu e o Cláudio mantivemos contato telefônico, mas na maior parte do tempo só discutíamos a documentação, e como apresentá-la ao governo municipal.

Quando terminamos o documento, ele foi apresentado impresso e encadernado para o secretário de planejamento Rui Saldanha, que ficou de entregá-lo ao prefeito Luis Carlos Ypê, para que o levassem ao Palácio Guanabara.

O Cláudio me disse que estava pensando em aceitar a proposta de encabeçar a chapa de eleição, e que estava mantendo discussões com o Júlio Cesar, trocando idéias. De minha parte, fui tratar de converter o Caderno de Encaminhamentos para um formato que pudesse ser publicado na Internet, de modo que pudesse ser divulgado.

Nas poucas vezes em que calhava de encontrar com o Júlio Cesar na loja do Cláudio continuava a sentir, uma certa “hostilidade desrespeitosa” por parte dele, que as vezes sequer me cumprimentava.

Voltei a tocar no assunto com o Cláudio e ele me disse que trabalharia para acertar as coisas.

Nesse meio tempo, recebemos boas notícias da prefeitura. O prefeito Luis Carlos Ypê e o secretário Rui Saldanha encontraram-se com o vice-governador Luis Fernando “Pezão”. Fomos informados de que a reação do Pezão havia sido positiva, tendo inclusive solicitado cópia de fotos que constavam da documentação (as fotos dos caminhões grandes que atravessam a vila de Maringá e a foto da multidão de visitantes espremidos na cachoeira do Escorrega  durante o Carnaval de 2012).

O Pezão solicitou que o secretário Rui Saldanha procurasse o Dr. Henrique Ribeiro, presidente do DER-RJ. Se o Dr. Henrique concordasse com a solicitação de bloquetes na estrada, o governo concordaria em fazer a pavimentação com os bloquetes. Nos outros itens, ele solicitou que fosse agendada uma reunião entre ASSOMAR, prefeitura e o governo do estado representado pelo Sr. Vicente Loureiro, aqui em Maringá.

A eleição na ASSOMAR transcorreu em 29 de março (quinta-feira)

A reunião com representantes do estado foi marcada para o dia 03 de abril (terça-feira), quando a ASSOMAR já estaria com uma nova diretoria.


Reurbanização da Maromba (III)


Como informado em postagem anterior, esta postagem contém uma versão completa do projeto que a arquiteta e moradora local, Daniela Ferro, ofereceu aos moradores da região da vila da Maromba, através de representação em sua associação de moradores local, a ASSOMAR, no ano de 2012, para que pudessem apresentar como contra-proposta ao projeto anunciado pelo governo do estado do Rio de Janeiro para as obras do PRODETUR.

Este projeto, ao contrário do apresentado pelo governo do estado, sofreu pequenas modificações que foram introduzidas em pequenas reuniões abertas, na própria Maromba, para participação de moradores que quisessem ver o projeto e apresentar opiniões e sugestões de modificações, antes que ele fosse apresentado para ser votado em reunião promovida pela associação de moradores.

Dessas reuniões com a população surgiram reivindicações importantes, que exigiram mudanças no layout do projeto inicial proposto pela arquiteta, por exemplo: a solicitação de espaço livre na praça durante a semana para que as crianças pudessem jogar bola, esse pedido resultou na mudança do projeto, propondo que os quiosques e coberturas do palco, fossem desmontáveis.

Outra curiosidade que podemos apontar aqui neste texto é a de que: no dia da votação do projeto, o público que compareceu para a reunião foi um público diferente do que tinha participado para ver o projeto e propor alterações. O público que apareceu para votar era composto principalmente de moradores que possuíam comércio na praça da Maromba, e que estavam preocupados com como receber e acomodar os seus clientes (turistas e seus veículos).

Para os sociólogos de plantão que venham a ler este texto, deve haver alguma relevância o fato das reuniões sobre o projeto terem ocorrido no horário da tarde (quando houve comparecimento de pessoas de toda a região da Maromba, com sugestões para a praça), enquanto que a votação sobre a aprovação, ocorreu no horário da noite (quando, basicamente só houve comparecimento de pessoas com moradia na própria praça).

No voto, os dois projetos (o da arquiteta e o do governo do estado) foram derrubados de forma quase que unanime.

Porém, repetimos aqui o seguinte. Quando finalmente houve a reunião com representantes do governo do estado, já havia ocorrido uma troca de diretoria na associação de moradores. A diretoria nova não demonstrou nenhum empenho em defender, ou solicitar mudanças nos projetos de reurbanização propostos pelo governo do estado. Ela estava muito mais comprometida com as associações comerciais locais (MAUATUR e ACVM), inclusive infiltrada por membros ativos (o ex vice-presidente da MAUATUR, ingressou na ASSOMAR e logo em sua primeira reunião foi transformado em diretor) da própria MAUATUR, do que em defender a vontade, ou os interesses de quem deveria representar.

A seguir o projeto:








Um palco com cobertura de bambu desmontável que nos dias em que não há evento fica destinado para uso de jogos de tabuleiro, cartas e etc...

Mostra um close de um quiosque desmontável com espaço interno de 06 boxes individuais para expositores e comerciantes de artesanato em dias de festa e feriados.


Na imagem de cima, uma imagem de como a praça seria em dias normais. Na imagem de baixo, uma visão de sua aparência em dias que houvessem eventos, com as estruturas de quiosques montadas e com a cobertura removível.


No centro da praça, uma fonte de água potável.


Rampa de acesso aos cadeirantes em estrutura de madeira e bambu.



Um pequeno tanque de areia com bancos para as mamães assistirem as crianças brincar...









sábado, 30 de agosto de 2014

Eleições da ASSOMAR (3), compreenda os bastidores em 2012


Nesta terceira postagem, o autor descreve como ocorreu a infiltração da associação comercial MAUATUR, na diretoria da ASSOMAR.

Esta postagem também foi apresentada como prova em um processo judicial movido por um ex-vice presidente da MAUATUR, contra o autor, por ter sentido sua honra e imagem atingidas pelo conteúdo deste, e de um outro texto.

O autor do texto, por motivos de doença de familiar, ausentou-se da região durante o ano de 2012 e, foi surpreendido com o aviso por telefone sobre a onda de comentários que se alastravam pela vila de Maringá, de que estaria sendo réu em um processo judiciário.

Passados alguns dias, quando preparava-se para entrar na CTI do Hospital Quinta D'Or, no Rio de Janeiro, recebe a ligação de um oficial de justiça de Itatiaia, que estava na vila de Maringá, dizendo ter em suas mãos uma intimação judicial para entregar-lhe.

O oficial tentou intimar o autor do texto pelo telefone, alegando que não aguentava mais ser incomodado e pressionado pelo autor do processo, que alegava nos autos que: "em virtude de sua idade, necessita que os atos processuais sejam realizados em caráter de urgência,...". O oficial de justiça confirmou que o autor do processo estava ciente de que havia um paciente com doença terminal sendo tratado no RJ.

O réu do processo (e autor do texto) afirmou que obedeceria os termos da lei e compareceria na audiência, com um advogado, desde que recebesse em mãos a intimação.

No dia da audiência, a defesa foi entregue ao juiz e passados 15 dias o juiz rejeitou todas as acusações e pedidos de indenizações, considerando-as improcedentes.

Não satisfeito, o autor do processo, fez uso de seu direito de recorrer do resultado, e um novo julgamento foi marcado para o tribunal de recursos no Rio de Janeiro aonde, por unanimidade, três relatores mantiveram o resultado do julgamento ocorrido em Itatiaia e, ainda impuseram ao autor do processo  a responsabilidade pelos custos da ação.


Um Retrospecto da ASSOMAR Segundo a Percepção de um de Seus Colaboradores - Parte III


Texto de Marcelo Brito      


Como se deu a infiltração da MAUATUR na ASSOMAR:

Introdução:

Não gosto de fazer as coisas à meia boca, portanto, uma vez que tomei a decisão espontânea de me envolver com as questões dessa comunidade comecei a procurar maneiras de me participar e contribuir. Cheguei à conclusão pessoal, de que uma das maiores deficiências regionais é a ausência de informações. Os chamados “jornais” ou “informativos” impressos da região são todos extremamente limitados e, na sua maioria, “comprometidos” com interesses de divulgação direcionada ($$$) das informações.

Um desses pseudo-jornalistas locais chega ao cúmulo de afirmar, para quem quiser ouvir, “que não vai colocar azeitona na empada dos outros”. Em outras palavras, para dar notícias tem que receber alguma coisa. A cabecinha dessa pessoa não consegue discernir a diferença entre informar e fazer propaganda.

Voltando ao assunto, muitas foram as reuniões informais entre eu, Cláudio Lopes e Daniel de Brito aonde discutimos a viabilidade de criarmos um novo informativo impresso regional. Algo para alcançar a comunidade além do público virtual do Blog ASSOMAR. Sempre esbarramos nos mesmos empecilhos (falta de comprometimento nosso e de financiamento) para realizar o empreendimento.

Foi mais ou menos nessa época que conheci o Sr. Joaquim Moura, do Amigos de Mauá, cujo trabalho achei interessante, apesar de não ser exatamente o que eu desejava.

Na minha opinião pessoal, Joaquim Moura enxerga o Amigos de Mauá mais como uma ferramenta educativa e um depositário de informações. O meu desejo era divulgar informações, comentá-las e oferecer um espaço para troca de opiniões. As duas visões não são excludentes e, na verdade, cada um de nós estava precisando da ajuda do outro. O Joaquim já dispunha de uma certa infra-estrutura em operação, mas possuía uma carga de trabalho muito pesada, para efetivamente operá-la sozinho. Eu dispunha de conhecimentos técnicos que poderiam melhorar os processos de comunicação do Amigos de Mauá e precisava da infra-estrutura (a riqueza de documentação no Amigos de Mauá é algo surpreendente) que ele dispunha, portanto chegamos a um compromisso de ajuda mútua entre nós e passei a contribuir com o Amigos de Mauá.


Amigos de Mauá no Facebook


Amigos de Mauá no YouTube


O Amigos de Mauá já possuía uma lista de assinantes; mas fazia uso de uma forma bastante rudimentar, e trabalhosa, de interagir com eles. A primeira tarefa a que me propus, foi a de colocar o Amigos de Mauá no Facebook, de maneira a conseguir uma maior visibilidade e buscando tirar proveito das facilidades de interação entre a equipe editorial e o seu público em uma rede social de relacionamentos.

Usando os recursos do YouTube, oferecidos pela Google, na Internet, abrimos um novo canal de comunicação aonde podemos armazenar e disponibilizar vídeos e gravações.

Existe uma expectativa de introduzirmos outras novidades técnicas no Amigos de Mauá, como por exemplo, um visual novo, mas isso virá com o tempo.

Comecei então a escrever e publicar artigos para o Amigos de Mauá; e logo em um dos primeiros que publiquei, abri a porta para uma confusão que, na minha opinião, acabou por contribuir na infiltração da MAUATUR na ASSOMAR.

O Causo:

Antes de prosseguir, é preciso esclarecer que todos já esperávamos que, mais cedo ou mais tarde, as associações comerciais procurariam intervir de alguma maneira na ASSOMAR. Afinal, eles estão mal acostumados com o seu papel de “liderança inquestionada”, controlando o destino de toda a região, impondo o seu ponto de vista a todos, sem grandes questionamentos. Nós sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, na medida que começássemos a exercer o nosso papel como associação, haveria alguma forma de retaliação daqueles que não desejam dividir o seu papel de liderança e nem ver suas ações contestadas.

Ocorreu que, em 20 de fevereiro de 2012, publiquei um texto no qual procurei mostrar o absurdo a que se chegam as picuinhas entre certas pessoas e como que essas pessoas não têm a menor noção do incomodo que provocam não só à comunidade como a pessoas além dela, por conta de uma bobagem, sem a menor necessidade. Coisa de megalomaníaco.

Tive o trabalho de conversar pessoalmente com dois técnicos do ICMBio (um fiscal e um analista ambiental), com o diretor do Parque Nacional de Itatiaia, com o secretário de Meio Ambiente do município de Itatiaia (este contato foi por telefone), colhi e copiei documentos legais pertinentes ao problema, e fui de corpo presente ao local da confusão aonde fiz registros fotográficos do ocorrido.

Publiquei o meu artigo, aonde expus os fatos que apurei e declarei a minha opinião pessoal sobre o ocorrido. O assunto só não ficou encerrado porque uma das pessoas envolvidas na questão, e que, em minha opinião pessoal, tinha agido como o grande vilão do meu relato, era o então vice-presidente da MAUATUR, Sr. Ary Zonis da Pousada Moriá.


Sr. Ary Zonis, da MAUATUR, conversando com o Governador Sérgio Cabral no dia da inauguração da Estrada-Parque

Entrada da Pousada Moriá no alto da Maromba, próxima a cachoeira do Escorrega.

A partir da publicação desse artigo começaram a ocorrer vários fatos praticamente simultâneos:

- A ASSOMAR possuía então, e ainda possui, um diretor em seus quadros, de nome Carlos Roberto Barbosa (o Carlinhos do Escorrega), que possui estabelecimento comercial vizinho à Pousada Moriá. O Carlinhos começou a aparecer na loja do Cláudio Lopes (BA.BAU!) afirmando que eu teria entrado ilegalmente na Pousada Moriá para obter minhas fotos. O Cláudio, que por coincidência havia me acompanhado na minha ida ao Escorrega, mas não entrou na Pousada Moriá, explicou que estava presente e viu quando eu fui convidado a entrar na pousada (nós estávamos entrando no meu carro para partirmos, quando chegou o convite).

- O Sr. Ary Zonis fez contato com a direção da ASSOMAR, reclamou do meu texto, de minha pessoa (ou de minhas ações), e afirmou ter interesse em se filiar na associação. Disse que poderia ajudar a associação financeiramente (não sei dizer se ele propôs fazer um investimento próprio na associação, ou se ele se ofereceu para auxiliar a associação a levantar fundos).

- Imediatamente o Carlinhos do Escorrega surgiu com mais duas “novidades”: Primeiro, ele queria uma cópia do estatuto da ASSOMAR e depois manifestou seu desejo de ser o próximo Diretor Financeiro da associação.

A questão da cópia do estatuto foi penosa, porque, intuitivamente, sabíamos que o objetivo dele, em ter o estatuto era entregá-lo para a MAUATUR, na pessoa do Sr. Ary. Portanto, de imediato, começamos a questionar as intenções por trás dessa solicitação. Porém a verdade é que, na qualidade de associado, o Carlinhos tem todo o direito de ter cópia desse documento. Portanto, ele recebeu a cópia solicitada.

Agora, a questão da diretoria financeira, era uma outra história. Ele, imediatamente, começou a listar seus planos: Na sua opinião, a associação deveria abrir e gerenciar uma lojinha (vendendo refrigerantes, cervejas, sorvetes e doces) no centro de Maringá para gerar caixa. Em suma, ele estava propondo que a associação abrisse uma loja concorrente ao então vice-presidente da associação (atual presidente e quem, desde a fundação da associação, mais tempo pessoal dedicou a ela). A loja teria que cobrir despesas de aluguel, pagamento de funcionário(s), estoque de fornecedores e garantir o caixa da associação. Apesar, de ninguém querer levar esse assunto a sério, o Carlinhos não desistia de discutí-lo com o próprio Cláudio Lopes, no horário de funcionamento do BA.BAU!. Portanto, o Cláudio não tinha como evitar desgastar-se com essa discussão.

- Pessoalmente não tenho como confirmar ou desmentir nenhumas das informações citadas a seguir: Mas começaram a chegar relatos, vindos de segundos e terceiros, que o meu nome havia sido muito citado na reunião seguinte da MAUATUR. Depois, chegaram mais "notícias" dando conta de que a MAUATUR, como entidade, teria solicitado a seu vice-presidente que não fizesse qualquer retaliação, contra mim (ou contra a minha publicação) naquele instante e que esse pedido teria levado a algum desentendimento por lá, que resultou no pedido de demissão do vice-presidente.

O que posso afirmar com certeza, é o que consta no estatuto da ASSOMAR:

O artigo 10 e seu primeiro parágrafo criam as figuras do Sócio Colaborador e Sócio Benemérito. O primeiro é específico para pessoa jurídica, e o segundo para uma pessoa física, que colaboram ou contribuem, com a associação nas formas de trabalho, financeiramente ou através de outras doações. O estatuto esclarece que ambos os tipos de sócio não têm direito a votarem ou serem votados para qualquer cargo na associação.

O artigo 36 afirma que qualquer associado que fundar ou dirigir agremiação que tenha objetivos concorrentes aos da associação de moradores será desligado da ASSOMAR.

Portanto, não é preciso ser nenhum gênio para concluir que, a única maneira do Sr. Ary Zonis ocupar um cargo diretivo na ASSOMAR seria abrindo mão da vice-presidência da MAUATUR, uma vez que a MAUATUR tem o costume de se apresentar como representante dos comerciantes e dos moradores da região.


Eleição de Diretoria e Conselho Fiscal da ASSOMAR


No canto inferior esquerdo da imagem, de pernas cruzadas e chapéu, o Carlinhos da Maromba.

Coincidência, ou não, o fato é que na reunião seguinte da ASSOMAR (em 29 de março), quando elegemos uma nova diretoria, o nome do Sr. Ary Zonis foi sugerido pelo atual vice-presidente da ASSOMAR, Julio César (cerveja Serra Gelada), para assumir o cargo de Diretor de Patrimônio.  Eu estava sentado à mesa com o Cláudio Lopes e com o próprio Julio César quando a indicação foi feita.

Ao final da eleição, já haviam claros sinais de que alguma coisa estava no ar. Do lado de fora do restaurante aonde fizemos a reunião, estava o Ronivon Paiva (vice-presidente da AMAMAUÁ) e sua esposa Regiane Balieiro (da equipe da UERJ contratada para acompanhar o cumprimento do PBA (Plano Básico Ambiental) da Estrada-Parque). Junto com o Julio César e sua esposa Catia (que é irmã do vice da AMAMAUÁ), fizeram uma rodinha em torno do Cláudio Lopes, novo presidente recém empossado. A roda foi composta de maneira a não permitir a minha participação na conversa. O Júlio César se posicionou de costas para mim, propositadamente barrando a minha passagem (não foi a primeira, e nem a última vez, que ele tomou essa atitude hostil). Quando finalmente encontrei uma brecha para acompanhar o assunto, tanto ele, como o Rony evitaram olhar para mim, chegando ao ponto de ambos ficarem olhando para o céu nublado. E em qualquer comentário que eu fizesse, eles interrompiam a minha fala como se eu não estivesse ali presente. Quando a roda foi desfeita, dos quatro, a única a se despedir de mim foi a Regiane Balieiro.

Já era um prenúncio do que estaria por vir.








quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Reurbanização da Maromba (II) e Eleições da ASSOMAR (2)


Por uma destas coincidências difíceis de serem explicadas, o segundo texto da série sobre a ASSOMAR trata também sobre o que foi, ou não, discutido na associação sobre a reurbanização da vila da Maromba, mais especificamente, a sua praça. Justamente, um assunto publicado aqui a menos de 24 horas.

Neste texto, a gente já observa de início, que o assunto foi tratado com tão pouca importância por parte da diretoria da associação, que a única pessoa a acompanhar o representante da SEOBRAS e os secretários do município de Itatiaia, foi um colaborador da associação (o autor do texto), durante uma caminhada de exposição e explanação ao projeto.

Como explica o texto, parece claro que a motivação maior para que as pessoas presentes nas reuniões tenham votado no projeto que escolheram, é a falta de confiança no poder público em resolver o problema do estacionamento dos carros na vila. A maior parte dos presentes na reunião eram proprietários de comércio na praça.

Cabe também afirmar aqui, que a direção da ASSOMAR, que no dia aqui descrito, tanto brigou para derrubar o projeto oferecido gratuitamente pela arquiteta Daniela Ferro e defender a vontade dos moradores presentes na reunião; no dia em que houve o encontro com representantes da SEOBRAS, no mesmo local, engoliu todo o projeto do governo do estado, sem maiores objeções.

PS: No próximo texto a ser publicado sobre a Reurbanização da Maromba, será mostrado todo o projeto proposto pela arquiteta Daniela Ferro.



Um Retrospecto da ASSOMAR Segundo a Percepção de um de Seus Colaboradores - Parte II


Texto de Marcelo Brito      


O projeto de reurbanização da Maromba:

No segundo semestre de 2011, recebemos a informação de que o governo do estado estaria aberto à discussão de sugestões de mudanças nos projetos de Urbanização das Vilas de Maringá e Maromba, e da RJ-151.

O arquiteto Paulo Gustavo (PG) Bastos, então o principal interlocutor da SEOBRAS na região, se dispôs a realizar uma caminhada, com secretários do município de Itatiaia e representantes da associação de moradores, pelas vilas de Maringá e Maromba, para explicar o projeto do governo.

Fui o único representante da ASSOMAR que acompanhou todo o percurso, enquanto que pelo município, os secretários Rui Saldanha (Planejamento) e Domingos Baumgratz (Meio Ambiente) também percorreram o trajeto. Por motivos que desconheço, a MAUATUR não tinha representantes presentes.




Lentamente, a partir desse momento, o assunto foi sempre levantado em discussões entre a ASSOMAR e a prefeitura de Itatiaia. E essas discussões acabaram resultando no Caderno de Encaminhamentos da ASSOMAR entregue ao governo do estado do RJ, no inicio de abril de 2012.

Para elaborarmos o Caderno de Encaminhamentos, houve diversas discussões internas na ASSOMAR e, no caso da urbanização da vila da Maromba, realizamos três reuniões públicas, aonde o debate sobre o projeto resultou em diversos atritos internos.


A Primeira e Segunda Reunião na vila da Maromba


O então diretor da ASSOMAR, Daniel de Brito; apresentou um projeto arquitetônico da praça, alternativo ao projeto sugerido pelo governo do estado. Foi marcada uma reunião pública na Maromba, à qual eu não compareci e, portanto, não presenciei, mas da qual recebi diversos relatos em segunda mão.

Todos os comentários que ouvi, à exceção dos vindos do Daniel, diziam que a comunidade da Maromba rejeitava qualquer projeto de praça e preferia que o local permanecesse com o formato de um arraial. O Daniel argumentou vigorosamente que esse não havia sido o entendimento dele, e afirmou que estava mantendo contato com diversos residentes e comerciantes, da Maromba, que estariam favoráveis a um projeto alternativo para a  praça.

Ele foi tão enfático em sua argumentação que a associação achou por bem ceder e realizar mais duas reuniões abertas. Na primeira, foi reapresentado o projeto alternativo do Daniel, com a presença da arquiteta autora do projeto (Daniela Ferro). Os presentes a essa reunião discutiram o projeto e tiveram a oportunidade de propor mudanças a ele. As mudanças seriam realizadas pela arquiteta e o projeto seria apresentado para uma votação final.

Enquanto isso, o Caderno de Encaminhamentos já estava sendo produzido, e seu fechamento estava dependendo unicamente da resolução do impasse na Maromba.




As imagens aqui mostradas são da proposta final, do projeto alternativo de autoria original da arquiteta Daniela Ferro, já com modificações propostas por moradores da região, após a segunda reunião da Maromba.






O Relatório da Equipe do Plano Básico Ambiental


Outro acontecimento, relacionado a esse assunto, gerou novos atritos na ASSOMAR.

Na qualidade de colaborador do Conselho Gestor, e mais tarde representante da ASSOMAR no conselho, fui nomeado para coordenar uma câmara técnica de estudos sobre o cumprimento do Plano Básico Ambiental da Estrada-Parque. Uma das minhas incumbências era acompanhar os relatórios divulgados pela equipe do PBA e, certo dia, ao ler um deles, encontrei um documento afirmando que a ASSOMAR, representada pelo Sr. Daniel de Brito, teria apresentado um projeto alternativo para a urbanização da vila da Maromba.

Como eu acompanhava todas as reuniões da ASSOMAR, sabia que nenhum projeto havia sido aprovado pela associação. Informei ao responsável pela equipe de comunicação social do PBA, Sr. Ronaldo Gueraldi que: no meu entender, havia ocorrido algum mal entendido, que o fato seria levado à associação e que ele, e sua equipe, receberiam um pronunciamento oficial da ASSOMAR sobre o assunto.

Conversei em particular com o Cláudio Lopes e resolvemos aguardar até a primeira reunião para tornarmos o problema público. Nessa reunião tomei a iniciativa de expor o problema e, após votação dos presentes, resolvemos enviar um ofício para a equipe da UERJ explicando que a associação ainda não tinha um projeto a apresentar, que o assunto estava sob discussão e em breve teríamos uma resolução.

Ainda na mesma reunião, foi discutida a atitude do Daniel de Brito (ele nunca negou ter apresentado o projeto) e se deveria haver alguma repercussão interna. A assembléia votou por repreender internamente o Daniel, mas sem qualquer outra repercussão. A situação causou um mal estar pessoal entre o Daniel (que se magoou com o fato de nós não termos conversado com ele antes da reunião) e o Cláudio e mim (que denunciamos o ocorrido, e pedimos punição ao fato).


A proposta feita, defendida e decidida, pelo governo do estado do Rio de Janeiro. Idealizada, sem que fosse realizada uma única consulta à ASSOMAR ou à comunidade de moradores da região.



Terceira Reunião na vila da Maromba


O fato é, que tivemos uma terceira reunião na Maromba, e esta transcorreu em um clima pesado, principalmente entre o Daniel de Brito e o Cláudio Lopes. O projeto alternativo não foi aprovado, o Daniel se ressentiu muito com o fato e, infelizmente não lidou bem com sua frustração. Fez diversos desabafos pela Internet (Facebook), que só pioraram a situação junto à associação e, que acabaram por resultar em um afastamento espontâneo, por parte dele, Daniel, do convívio que tinha conosco na ASSOMAR.

A opção aprovada de manter a vila da Maromba com o seu formato atual foi incorporada ao Caderno de Encaminhamentos, entregue ao governo do estado e repassada para o pessoal da Casa Vermelha da UERJ.

Todo esse processo teve um custo à associação, na forma da perda de um colaborador participativo e a mim pessoalmente com o distanciamento, pelo menos temporário, de um amigo.

Essa é a proposta que foi defendida e apoiada pela maioria dos moradores da região da Maromba.


Para mim, pessoalmente, essa votação deixou uma coisa muito clara e que deveria ser mais bem observada pelos nossos governantes municipais e estaduais. Essa proposta, obviamente, não foi a vencedora por ser a mais bonita, ela foi a mais prática. Os eleitores locais ao votarem nela deixaram bem claro a sua descrença de que o governo (tanto estadual, como municipal) tenham a intenção, e a competência, para resolver o problema do estacionamento de carros na Maromba.


Eleição de Nova Diretoria em Associação de Moradores de Visconde de Mauá no dia 31 de Agosto (1)


Aproveitando a proximidade da data de eleição de uma nova diretoria na ASSOMAR, uma associação de moradores atuante na área do município de Itatiaia que integra a região de Visconde de Mauá, resolvemos republicar uma série de textos publicados originalmente dois anos atrás, por um antigo colaborador daquela associação.

O passar do tempo, com uma perspectiva histórica, talvez nos permita reanalisar as situações descritas:

No texto a seguir, os personagens identificados como CC1 e CC2, são, respectivamente, a atual vereadora Maria José e a finada proprietária do folhetim Folha da Serra, Rose.



Um Retrospecto da ASSOMAR Segundo a Percepção de um de seus Colaboradores - Parte 1

Marcelo Brito     


Nesses últimos dois anos ganhei uma certa visibilidade local, por conta de meu engajamento junto a certas associações. Por este motivo tenho recebido muitas perguntas sobre o que está ocorrendo nessas entidades. Resolvi então escrever e publicar uma sequência de textos narrando a minha interpretação pessoal do ocorrido, lembrando sempre que, infelizmente, não sou o dono da verdade; portanto essa é unicamente a minha interpretação dos fatos:

Sou associado da ASSOMAR a pouco mais de dois anos, e durante esse tempo tenho me esforçado no sentido de ser o mais participativo possível. Tenho ciência de que minhas visões e opiniões pessoais não são as mesmas da maioria dos moradores da região, e acredito que isso faz parte da vida. Reflito, busco explicações, exponho minhas idéias, tento convencer os outros de meus argumentos, e acato a opinião da maioria. Não imponho minha vontade ou minhas convicções sobre os outros. Costumo ser cuidadoso em minhas conclusões, procuro ouvir diversas versões e opiniões antes de tomar minhas decisões e assumir posturas.

Antes de optar por entrar na ASSOMAR, me dei ao trabalho de freqüentar reuniões da MAUATUR, do Conselho Gestor, da APROVIM (Associação de Produtores Rurais de Visconde de Mauá) e reuniões públicas convocadas por entidades do governo do estado do RJ. Além de um espaço próprio, busquei informações sob os mais variados pontos de vista. Cheguei à conclusão de que o local aonde me sentiria mais a vontade para atuar seria em uma associação de moradores, pois nela, em tese, a preocupação seria mais ligada ao social do que aos interesses comerciais e econômicos.

Desde o momento que entrei na associação, as duas pessoas mais próximas de mim são o Cláudio Lopes (atual presidente) e o Daniel de Brito (que NÃO É meu parente). Naquela época, eles demonstraram ser as duas pessoas mais participativas da associação e ambos foram relativamente acessíveis ao convívio comigo (não sou uma pessoa das mais fáceis de se lidar). Cada um de nós possui idéias e valores independentes, isso significa que temos nossas discordâncias e discussões. Mas desde o meu primeiro momento como associado, tornamo-nos as pessoas mais envolvidas com o dia a dia da ASSOMAR.

É curioso notar como, no nosso dia a dia, as coisas ocorrem e às vezes desmentem certos preconceitos existentes.

Lembro-me como em setembro do ano passado (2011) fui questionado por diversos amigos e conhecidos, com relação à eleição da, então, nova diretoria, da ASSOMAR. Havia uma pré-concepção de que o então recém eleito presidente, Gilberto Ramos, seria uma pessoa por demais conectada com as associações comerciais e que ele seria alguma espécie de “ditador reacionário” na ASSOMAR.

Pois bem, sou testemunha ocular de, que apesar de um problema pessoal de saúde que o impossibilitou de cumprir plenamente todo o seu mandato de um ano à frente da associação, o Gilberto sempre se comportou de maneira absolutamente democrática e correta, inclusive quando foram tomadas decisões que, a princípio, não eram de seu agrado.

Quando da formação de sua chapa para a diretoria, foi necessário trazermos pessoas que não necessariamente continham o mesmo ponto de vista que o dele, e que nem gozavam da simpatia dos demais colegas de chapa. Todos esses problemas foram ultrapassados e vencidos através da conversa e da boa vontade de todas as partes.

Importante esclarecer também que, não só ele, como outros membros da diretoria, foram permanentemente cobrados e pressionados por representantes da MAUATUR, AMAMAUÁ e ACVM (pelo que me informaram, a proprietária da Fazenda do Mel, seria a principal interlocutora dessas “cobranças”), principalmente após a entrada da ASSOMAR no Conselho Gestor da Microbacia do Alto Rio Preto.


A logo-marca da ASSOMAR foi recriada durante a gestão de Gilberto Ramos, pela web-designer e diretora de comunicações da ASSOMAR, Vivian Sousa moradora da Maromba.



Um novo modelo de ofício, com aparência mais profissional, também foi criado na gestão Gilberto Ramos.


Eu, como colaborador que sou até hoje do Conselho Gestor, ouvia reclamações pelo fato da ASSOMAR nunca ter participado do CG. Informei-me na ASSOMAR, e descobri que, desde a criação da associação, em 2009, essa nunca fora convidada a se aproximar do CG. Articulei junto a então coordenadora do CG, Patrícia Carvalho, um convite para a ASSOMAR (que nunca veio) e comuniquei em assembléia da ASSOMAR que esse convite chegaria. Sugeri que fosse realizada uma discussão interna, antes de recebermos o convite.

O convite chegou dois ou três meses depois, quando o CG já havia empossado outro coordenador. Diga-se de passagem, (pois analisarei o Conselho Gestor em outra matéria), o texto no convite foi constrangedor. Para uma entidade que, em tese, pretende expandir o número de seus participantes, o texto no convite enviado para a ASSOMAR, de convidativo não teve NADA!!! Muito mal redigido e elaborado, parecia coisa coordenada para que não fosse aceito. (vide a "carta convite")

Voltando à gestão de Gilberto Ramos a frente da ASSOMAR; a associação amadureceu nesse período, transformando-a em uma entidade realmente independente, tomando a frente em iniciativas em prol da comunidade que representa, estabelecendo laços de comunicação e cooperação com o governo municipal e buscando uma identidade própria (fato esse que nunca foi visto com bons olhos pelas associações comerciais que mantinham um monopólio exclusivista nas relações com o governo estadual).

Fatos notáveis no período:

  • O Blog da ASSOMAR criado e administrado pelo Cláudio Lopes (vice-presidente de Gilberto Ramos). Na ausência de outros veículos de comunicação independentes na região, começou a se destacar cada vez mais como o informativo de toda a região de Visconde de Mauá. O conteúdo do blog foi, mais de uma vez, criticado por dirigentes da MAUATUR, inclusive através de maledicências (houve uma ocasião em que um alto diretor da entidade comercial acusou, com a mais absoluta das certezas, que eu teria sido o autor de uma postagem acerca da necessidade de um Centro de Informações Turísticas gerido pelo governo municipal (http://assomaritatiaia.blogspot.com.br/2012/01/informacao-ao-turista.html). Ao ser informado pelo próprio Cláudio, de que ele fora o autor da postagem, o empresário argumentou de todas as formas que a atitude correta da ASSOMAR seria pressionar o governo municipal a ceder verbas para que uma entidade particular, como a MAUATUR, pudesse abrir um novo centro de informações.

  • A ASSOMAR foi a primeira associação, não só a se manifestar oficialmente, contra o festival SerraSons (que acabou ocorrendo em Lumiar e resultou em um calote generalizado por parte de seus organizadores), como também tomou a iniciativa de alertar ao restante da comunidade quanto aos problemas que um festival desse porte poderia trazer para a região. O festival já havia sido encaminhado para a Secretaria de Turismo do Município de Itatiaia por dois diretores da MAUATUR e foi cancelado somente devido à interferência provocada pelo alerta dado pela associação que, ainda foi recriminada mais tarde, por outro diretor da MAUATUR, por conta da maneira como tornamos pública a questão.

  • A ASSOMAR procurou a diretoria da AMAMAUÁ (à época) propondo um ofício/movimento conjunto das associações no sentido de solicitar melhores condições e horários de ônibus urbanos da região. Fomos informados então de que a AMAMAUÁ não achava oportuno envolver-se no caso e que isso seria da alçada da administração regional da vila de Mauá (???).

  • As reuniões da ASSOMAR, que estavam meio paralisadas, tornaram-se mensais e passaram a ser frequentadas por um número maior de pessoas (ficando mais participativa). O número de associados lentamente, começou a aumentar.

  • A ASSOMAR fortaleceu sua credibilidade junto ao governo municipal estabelecendo ações colaborativas com a prefeitura e suas secretarias, e intervindo de forma mais enérgica na reivindicação de melhorias para a comunidade.

  • A entrada da ASSOMAR no Conselho Gestor deu maior visibilidade a associação, criando um novo canal de informações e gerando novos contatos importantes com a Agência do Meio Ambiente de Resende, INEA, SEOBRAS e a equipe da UERJ encarregada pelo cumprimento do PBA da Estrada-Parque. A tribuna do CG abriu um novo palanque para reivindicações e deu uma nova visibilidade regional ao Conselho Gestor.

  • A elaboração e entrega do Caderno de Encaminhamentos da ASSOMAR para o governo do estado, talvez tenha sido o ponto culminante da gestão, pois rompia ali o monopólio das associações comerciais no que diz respeito a reconhecimento perante o governo do estado.


No início do ano de 2012, a falta de manutenção na RJ-151 foi motivo de uma campanha conjunta entre o Blog ASSOMAR (1 e 2) e o Amigos de Mauá (12 e 3).

Reunião entre representantes da ASSOMAR e o prefeito de Itatiaia Luis Carlos (Ypê) Ferreira Bastos. (fotografia Blog ASSOMAR)

É lógico que nem todas as iniciativas tomadas foram bem sucedidas:

  • A tentativa de auxiliar a comunidade do “Viradão” (no morro do Retiro), na regularização fundiária de seus terrenos, foi uma iniciativa que, apesar de bem intencionada, não decolou, basicamente por falta de participação da própria comunidade.

  • Ainda no primeiro semestre de 2011, a ASSOMAR começou a cobrar do prefeito Luis Carlos Ipê e seu secretário de Meio Ambiente, o Sr. Domingos Baumgratz, uma solução satisfatória para a coleta de lixo, no trecho de nossa região em Itatiaia. O secretário Domingos explicou as dificuldades que sua secretaria estava passando, mostrou-se otimista para uma solução próxima e pediu que aguardássemos até novembro de 2011, por uma solução. Cumprimos o nosso lado do acordo e aguardamos uma resposta oficial dele. Mas não deixamos de continuar nos mobilizando: tiramos proveito de ocuparmos um assento no CG, e fizemos contato com o presidente da AMAR (Agência do Meio Ambiente de Resende).  Perguntamos se haveria alguma possibilidade de, em caráter temporário, eles realizarem a Coleta Seletiva de lixo de nossa região (da mesma maneira que eles fazem em Maringá-MG e na Escola da Maromba). A resposta foi afirmativa. Quando Novembro chegou, e passou, sem que tivéssemos resposta da prefeitura de Itatiaia, pedimos nova reunião e apresentamos a solução de um acordo com a AMAR. Tivemos uma longa discussão com o secretário Domingos Baumgratz e quando tínhamos praticamente vencido ele pelo cansaço (ele já estava aceitando a idéia de receber a ajuda da AMAR), fomos atrapalhados por um CC ("cargo comissionado") da região, que estava presente na reunião, e abriu uma porta de escape para o secretário através da sugestão de uso de um caminhão de sua propriedade (do CC1). Por mais anti-ética que essa proposta possa parecer, o secretário afirmou que iria estudá-la e nós nunca mais conseguimos outra oportunidade igual para obtermos o serviço da Coleta Seletiva.

  • Essa derrota ainda nos levou a outro problema, pois resolvemos solicitar que os CCs da região não tivessem mais acesso às nossas reuniões com o prefeito e seus secretários. Os CCs sempre se mostraram um problema, pois em sua fidelidade a quem lhes deu um emprego, vivem interferindo nas discussões e tomando posições de defesa ao governo municipal. Nossa solicitação não foi atendida por um CC2 que chegou a esmurrar a mesa de reunião desafiando que alguém lhe retirasse do recinto.

Então, como já mencionado acima, o presidente Gilberto Ramos se viu numa situação em que precisaria se desligar de seu cargo por motivos pessoais. O calendário eleitoral da associação, por motivos que desconheço, continha um atraso, e foi negociada com o presidente a sua permanência no cargo até março, quando então realizaríamos uma nova eleição adequando o calendário eleitoral da associação com o estipulado no estatuto.

Nota revisionista do autor: Passado pouco mais de dois anos do acontecido, hoje credito a saída do então presidente Gilberto Ramos a sua insatisfação com os rumos que a associação estava tomando. Ele se sentia mais a vontade junto das associações empresariais e possui uma visão extremamente limitada e preconceituosa com relação aos movimentos sócio-ambientais.



Em fevereiro, mais uma vez, o Blog ASSOMAR juntou forças com o Amigos de Mauá para denunciar incidente que provocou o mau funcionamento da Estação de Tratamento de Esgoto de Maringá e resultou na contaminação do Rio Preto, na semana anterior ao Carnaval.



Apesar dos resultados positivos que obtivemos durante essa gestão, houve um desgaste muito grande dentro da associação. Desgaste este, que veio reforçado, como escrito anteriormente, por pressões vindas de outras associações (de moradores e principalmente das comerciais) e pela repercussão de certos episódios específicos envolvendo os três principais atores já citados: Cláudio Lopes, Marcelo Brito e Daniel de Brito.

A soma desses episódios com o desgaste sofrido, acabaram por resultar na oportunidade de infiltração de representantes de outras associações (comerciais e moradores) na direção da ASSOMAR e resultando em uma revira-volta de posturas na associação.

Nos próximos textos descreverei:

  • O desgaste resultante da polemica interna a respeito do projeto de urbanização da vila da Maromba.
  • A maneira como ocorreu a infiltração da MAUATUR na ASSOMAR
  • A maneira como ocorreu a infiltração da AMAMAUÁ na ASSOMAR.
  • As irregularidades com que assuntos importantes (Conselho Gestor, Parque Estadual da Pedra Selada, Obras na RJ-151, etc....) passaram a ser tratados nas reuniões da ASSOMAR.
  • As distorções resultantes da infiltração dessas associações na ASSOMAR