Como informado em postagem anterior, esta postagem contém uma versão completa do projeto que a arquiteta e moradora local, Daniela Ferro, ofereceu aos moradores da região da vila da Maromba, através de representação em sua associação de moradores local, a ASSOMAR, no ano de 2012, para que pudessem apresentar como contra-proposta ao projeto anunciado pelo governo do estado do Rio de Janeiro para as obras do PRODETUR.
Este projeto, ao contrário do apresentado pelo governo do estado, sofreu pequenas modificações que foram introduzidas em pequenas reuniões abertas, na própria Maromba, para participação de moradores que quisessem ver o projeto e apresentar opiniões e sugestões de modificações, antes que ele fosse apresentado para ser votado em reunião promovida pela associação de moradores.
Dessas reuniões com a população surgiram reivindicações importantes, que exigiram mudanças no layout do projeto inicial proposto pela arquiteta, por exemplo: a solicitação de espaço livre na praça durante a semana para que as crianças pudessem jogar bola, esse pedido resultou na mudança do projeto, propondo que os quiosques e coberturas do palco, fossem desmontáveis.
Outra curiosidade que podemos apontar aqui neste texto é a de que: no dia da votação do projeto, o público que compareceu para a reunião foi um público diferente do que tinha participado para ver o projeto e propor alterações. O público que apareceu para votar era composto principalmente de moradores que possuíam comércio na praça da Maromba, e que estavam preocupados com como receber e acomodar os seus clientes (turistas e seus veículos).
Para os sociólogos de plantão que venham a ler este texto, deve haver alguma relevância o fato das reuniões sobre o projeto terem ocorrido no horário da tarde (quando houve comparecimento de pessoas de toda a região da Maromba, com sugestões para a praça), enquanto que a votação sobre a aprovação, ocorreu no horário da noite (quando, basicamente só houve comparecimento de pessoas com moradia na própria praça).
No voto, os dois projetos (o da arquiteta e o do governo do estado) foram derrubados de forma quase que unanime.
Porém, repetimos aqui o seguinte. Quando finalmente houve a reunião com representantes do governo do estado, já havia ocorrido uma troca de diretoria na associação de moradores. A diretoria nova não demonstrou nenhum empenho em defender, ou solicitar mudanças nos projetos de reurbanização propostos pelo governo do estado. Ela estava muito mais comprometida com as associações comerciais locais (MAUATUR e ACVM), inclusive infiltrada por membros ativos (o ex vice-presidente da MAUATUR, ingressou na ASSOMAR e logo em sua primeira reunião foi transformado em diretor) da própria MAUATUR, do que em defender a vontade, ou os interesses de quem deveria representar.
A seguir o projeto:
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| Um palco com cobertura de bambu desmontável que nos dias em que não há evento fica destinado para uso de jogos de tabuleiro, cartas e etc... |
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| Mostra um close de um quiosque desmontável com espaço interno de 06 boxes individuais para expositores e comerciantes de artesanato em dias de festa e feriados. |
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| No centro da praça, uma fonte de água potável. |
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| Rampa de acesso aos cadeirantes em estrutura de madeira e bambu. |
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| Um pequeno tanque de areia com bancos para as mamães assistirem as crianças brincar... |









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