segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Vandalismo e Roubo de Placas de Identificação, Sinalização e Orientação Turísticas no Vale do Pavão em Visconde de Mauá


 texto de Marcelo Brito

O Parque Estadual da Pedra Selada (PEPS) informou na última semana de janeiro de 2017, que todas as seis placas de identificação, sinalização e orientação turísticas instaladas no Vale do Pavão, Região Turística de Visconde de Mauá, foram criminalmente vandalizadas e algumas removidas de seus locais de instalação.

A instalação original das placas, que tinham por objetivo informar e orientar aos turistas, gerou descontentamento por parte de certos moradores e comerciantes por conta de seu conteúdo e aspecto físico.

Na ocasião, reclamações foram encaminhadas à direção do Parque, alegando que o conteúdo de seus textos, informando sobre as condições da estrada, afugentam turistas e clientes; opiniões foram publicadas em redes sociais reclamando do aspecto e tamanho das placas que estariam resultando em uma "poluição visual"; ainda houve reclamações também com relação ao dano ambiental que as indicações de acesso ao Poço do Marimbondo poderiam resultar. O poço citado é um atrativo aquático com área de banho de cachoeira e piscina natural situado em território da Unidade de Conservação (PEPS).

Conteúdo do Texto nas Placas


A primeira polemica foi em torno do texto de uma placa colocada a 150 metros do trevo de entrada do Vale do Pavão, na área de uma antiga saibreira, voltada para quem segue da RJ-151 para o Poço do Marimbondo. O texto da placa indicava a distância para o atrativo (6 KM), e informava sobre as condições da estrada (“Estrada com trechos em condições precárias, sem local adequado para estacionamento e manobra”).

O local aonde a placa foi instalada oferece um espaço para estacionamento e manobra de veículos daqueles que porventura não queiram se arriscar a seguir em frente. Alguns estabelecimentos comerciais adiante também oferecem um espaço para seus clientes. Porém, alguns dos comerciantes do Vale, ficaram sob a impressão de que a placa afugentaria possíveis clientes de seus serviços.

A placa foi apedrejada e derrubada por anônimos. O Parque a reinstalou depois de cobrir parte do conteúdo de seu texto e se comprometer em modificá-lo.

Placa informativa apedrejada e derrubada 
A prefeitura de Itatiaia, a mesma que é a responsável por realizar a conserva da estrada, reclamou da localização da placa alegando utilizar o local como área de depósito de materiais. O Parque mudou a placa de local para melhorar o acesso ao material depositado no local (saibro, escória, resíduos de obra e lixo). O novo local escolhido prejudicava a visibilidade da placa para quem passasse de carro.


Placa reinstalada com seu texto parcialmente coberto, um compromisso
 feito pela gestão do PEPS, veículos pesados da prefeitura atrás da
viatura do parque 

A placa acabou sendo retirada por decisão do próprio Parque, uma vez que estava toda amassada pelas pedras jogadas nela. O gestor argumenta que a questão será resolvida no futuro.


Aspecto Físico das Placas


Houve reclamações relativas ao tamanho das placas, tamanho de seus caracteres e suas cores.

O tamanho, layout, texto e gráficos nas placas são todos elaborados em conformidade com manuais de sinalização do INEA, DNIT e com a legislação vigente. Essas coisas não são feitas de “orelhada”, existem estudos técnicos que apontam para estas soluções. É preciso levar em conta a velocidade com que um veículo se aproxima da placa (no caso de estradas) e o plano de fundo desta placa (ELA PRECISA SER AVISTADA, SE FOSSE PARA ELA FICAR ESCONDIDA E NINGUÉM VER, PORQUE INSTALAR A PLACA?)

Foram utilizados quatro documentos como referência para a elaboração destas placas de sinalização:

- Manual de Confecção de Placas para Unidades de Conservação (INEA, 2014);
- Manual de Sinalização de Parques e Reservas do Rio de Janeiro (INEA, 2009);
- Manual de Sinalização Rodoviária (DNIT, 2010)
- Guia Brasileiro de Sinalização Turística (Ministério do Turismo, 2015)


Indicações de Acesso ao Poço do Marimbondo


Aqui, a argumentação é variada e contraditória.

Tem gente, comerciante e morador, que argumenta que o acesso ao Poço do Marimbondo não deve ser divulgado, ou facilitado, como uma medida de preservação, e que o Poço precisa ser “protegido” da ação predatória do “mau-turista”. Alguns vão ainda mais longe nesta argumentação, e afirmam que não é função do INEA (e nem do Parque) fazer a divulgação de atrativos turísticos.

Guarda parques trabalham no manejo
de trilha para o Poço do Marimbondo

O curioso, é que a grande maioria dos que usam destes argumentos, também foram a favor da instalação do asfalto nas vias de acesso à Região Turística de Visconde de Mauá (RJ163 e RJ151). Principal responsável pela explosão descontrolada do aumento no movimento turístico, especulação imobiliária e ocupação desordenada da região, que não contava antes, e continua sem contar, com uma infra-estrutura adequada para absorver os novos problemas causados por esta “benfeitoria” do Governo do Estado do Rio de Janeiro. 

Muitas destas pessoas eram favoráveis a instalação de um Parque na região, sob o argumento de que “era necessário conter o processo de favelização e expansão do Lote 10 (humilde bairro de trabalhadores da região, no município de Resende). A preocupação expressa era a de que uma “favela” afugentaria e espantaria o movimento turístico. A ideia inicial destes “líderes” da região era a criação de um pequeno parque municipal no entorno do bairro. Assustaram-se quando o INEA apresentou a proposta do Parque, como opção para salvaguardar área ambiental estratégica, e não se ergueram para combater a proposta junto com os produtores rurais por receio de perder o apoio do órgão licenciador das obras nas estradas de acesso. O município, neste caso Resende, desistiu da proposta de criação de seu Parque (por falta de condições financeiras) e o parque do estado incorporou a área do que seria o parque municipal. 

Porém, ao mesmo tempo, que reclamam da divulgação do PEPS, assistem de braços cruzados a seus “colegas” divulgarem o atrativo em redes sociais e sítios de Internet especializados em turismo na região. Dois de três dos autoproclamados sítios “oficiais” de Internet, que tratam de turismo em Visconde de Mauá, têm o Poço do Marimbondo entre os principais atrativos turísticos da região.

TripAdvisor lista Poço do Marimbondo como 3ª atração principal da região


O sítio TripAdvisor, que hoje é um referência virtual no assunto, lista o Poço do Marimbondo em 3º lugar entre suas recomendações sobre “o que fazer” e “cachoeiras”, atrás somente do Vale do Alcantilado e da Cachoeira do Escorrega, e a frente de Poção da Maromba, Cachoeira da Sta Clara, Pico da Pedra Selada, Véu da Noiva, e demais. Quem se der ao trabalho de ler entre as diversas avaliações feitas sobre o Poço do Marimbondo, reconhecerá o nome de diversos comerciantes e moradores locais entre seus autores.

O Poço do Marimbondo, para o bem ou para o mal, já está consolidado como atração turística. Cabe agora, "as pessoas de bem", auxiliarem no manejo do atrativo de modo a protegê-lo.

Guarda parques trabalham no manejo
de trilha para o Poço do Marimbondo (2).
 

Portanto, cobrir com tinta as "Normas de Conduta de Visitante", de uma placa com o nome do atrativo e a indicação da trilha de acesso, além de ser uma medida de ignorante é uma verdadeira agressão ao turista e à atividade econômica que tantos citam como sendo de fundamental importância para a sustentabilidade da região.

Cobriram com tinta as Normas de Conduta
de Visitante ao atrativo.



Em uma das avaliações, datada da semana passada, no TripAdvisor, portanto posterior aos atos de vandalismo, uma turista reclama explicitamente da falta de indicações para chegar ao local e cita as dicas recebidas em um dos restaurantes no Vale. 

Após a ação de Vandalismo, visitante registra no TripAdvisor,
a ausência de indicações

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Ponte do Trutario, quando os interesses pessoais se conflitam com o ambiental



Em 21 de novembro completou-se um mês desde que um caminhão basculante da prefeitura de Bocaina de Minas, carregado de saibro, ao tentar atravessar a “Ponte do Trutario”, no Vale de Sta Clara (Região de Visconde de Mauá), derrubou-a. O basculante e sua carga foram parar dentro do Córrego do Morro Cavado, a poucos metros de sua junção com o Ribeirão Santa Clara, que mais a frente deságua no Rio Preto. O acidente ocorreu em área vizinha ao Parque Nacional do Itatiaia e no interior da APA da Serra da Mantiqueira.

A ponte, de baixa estatura, era a única via de acesso a uma parte do vale com residentes e comércios, e já vinha há muito tempo sendo objeto de reclamações de seus usuários justamente por não a considerarem segura.

O caminhão da prefeitura e sua carga derrubaram a ponte e caíram no 
Córrego do Morro Cavado

A carga do caminhão estava destinada a serviços de manutenção da estrada que cruza a ponte.

Desde já lembremos que Bocaina de Minas é um município rural, com baixa arrecadação, aonde praticamente todas as estradas não possuem pavimentação e nem serviços regulares de conserva. No panorama geral de abandono das estradas do município, os motivos mais plausíveis para aquela estrada estar sendo contemplada com serviços de manutenção são: a pressão do setor comercial turístico e o fato do vice-prefeito possuir residência lá. Aliás, pouco depois do acidente, o vice-prefeito já estava no local assumindo o comando da situação.

O problema ocorreu em uma sexta-feira, e logo começou a preocupação não só “in loco”, mas também online em rede social, sobre o que fazer com o movimento turístico do final de semana. A bem da verdade havia também, aqueles que estavam preocupados com a segunda-feira, dia de trabalho e de escola para as crianças; online, houve até alguns poucos que se manifestaram preocupados com as condições do córrego. Houve um vereador que, aparentemente tentando tirar algum proveito da situação, publicou cópia de ofício encaminhado a prefeitura meses antes solicitando a reforma da ponte.

Foi sob estas condições que se decidiu por improvisar uma ponte provisória a partir da imersão de manilhas de concreto no córrego e o subseqüente aterramento delas, provavelmente com parte do material que o basculante já estava despejando sobre o córrego.

Máquina da prefeitura retirando material do basculante do caminhão e
 depositando-o na margem do córrego completamente assoreado.

Neste ponto, é bom frisar a maneira como a população local lida com a legislação ambiental e seus órgãos fiscalizadores, desconsiderando ambas por completo sempre que existe qualquer chance de obterem algum benefício. Porque como podemos assistir através das mídias de notícias, quando não há benefício direto para a população, ela sempre tem clamado por punição aos infratores em tudo, menos nos crimes contra o meio ambiente.

E também é curioso constatar, como todos eles intuem que se está fazendo coisa errada, pois começaram a reclamar e a intimidar as pessoas que publicaram informes de fotos, vídeos ou comentários do acidente online.



Como se já não bastasse acharem aceitável a solução provisória proposta de assorear uma parte do córrego para servir de passagem a pedestres e veículos, não ocorreu a ninguém que as chuvas previstas para aquele final de semana afetariam o serviço. Conclusão quando as chuvas fortes chegaram no final daquela tarde. Pouco depois do trabalho feito, da estrada ser reaberta e dos moradores e comerciantes comemorarem o seu feito e congratularem o vice-prefeito. O córrego encheu, e suas águas levaram tudo.

Com relação ao vice-prefeito, algumas outras considerações que aparentemente foram esquecidas na euforia da reabertura provisória da estrada: Ele já possuía 4 anos de mandato na prefeitura e, mesmo tendo residência no local, e atravessando-a com freqüência não tratou da reforma da ponte antes de sua queda. Não foi capaz de imaginar que ela fosse ceder com o peso do caminhão enviado para a realização de um serviço de conserva de estrada que beneficiaria diretamente a ele, e a seus vizinhos. Na sua ânsia de se ver livre de um problema, que sob certos aspectos foi criado por ele mesmo, não se deu conta dos novos problemas que ele estava criando.

Depois que as águas levaram a improvisação, alguém colocou
uma tábua para auxiliar na travessia de pedestres.

E para aqueles que ainda desejam defendê-lo, por terem se beneficiado de suas decisões, vale lembrar de um vídeo postado em rede social aonde ele fala que o INEA teria concordado com suas ações. Ou seja, ele se deu conta do que tinha feito, e ainda estava tentando se dirimir da culpa alegando que um órgão licenciador de um estado vizinho, portanto fora de sua área de atuação e jurisdição, estaria de acordo com as coisas feitas. Quando fomos procurar pelo possível responsável, no INEA, que teria afirmado tal coisa em nome do órgão, não encontramos ninguém disposto a assumir a autoria do comentário.

Doze dias mais tarde, sem que houvesse qualquer projeto de cálculo de cargas, uma nova ponte de madeira estava erguida no local.

Ou seja, quando a ponte antiga estava em más condições, não havia recursos para consertá-la, mas na hora em que ela caiu, aparentemente os recursos não estavam tão difíceis de conseguir.

Um mês depois, em 22 de novembro, as manilhas ainda estavam lá
abandonadas no córrego

No dia 22 de novembro, 32 dias depois do ocorrido, já havia outro caminhão basculante carregado de material passando pela estrada que levava à nova Ponte do Trutario, mas os restos das manilhas usadas na ponte provisória permaneciam largadas dentro do córrego, parcialmente soterradas pelo restante de material que as águas do córrego ainda não levaram.

Pelo menos a ponte nova é de madeira. 

A nova Ponte do Trutario, projeto executado no olho. 

Crédito: Imagens e vídeo retirados da Internet

Texto de autoria de Marcelo Brito

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Prefeitura de Resende Pretende Impor Modelo Irregular de Ponto de Ônibus em Visconde de Mauá


   


A Prefeitura de Resende e alguns de seus colaboradores vêm atuando no sentido de impor à comunidade de moradores do Lote 10, bairro situado na parcela resendense da Região Turística de Visconde de Mauá, a instalação de pontos de ônibus que contrariam as normas determinadas em legislação do próprio município. 

O município dispõe da Lei de Nº 2327-2001 (a Lei das Edificações APA da Mantiqueira) cujo artigo 25, afirma claramente que a "A Prefeitura Municipal de Resende adotará, nos projetos e nas construções de Equipamentos Públicos, obrigatoriamente, os critérios estabelecidos nesta Lei." 



A lei em seu artigo 24, determina que "A necessária busca de uma Arquitetura capaz de personalizar os espaços na Região da Serra da Mantiqueira, leva essa Legislação a estabelecer os seguintes critérios, a serem considerados na elaboração dos projetos e nas construções."
(...)
"VI. Utilizar preferencialmente, material adequado à cultura construtiva local, como telhas cerâmicas, tijolos de barro e estruturas de telhados de madeira."

Porém, a prefeitura, através de seu secretário de Urbanismo e Arquitetura, o sr. Wellington José Antônio Renno Kneip (Tom Kneip) pretende, mesmo já tendo sido informada sobre a irregularidade de suas ações, ignorar completamente a legislação, sob as argumentações de que: 

  • A prefeitura já teria designado verba para a compra de aproximadamente 300 abrigos de metal para instalação no município, e que não haveria verba para a instalação dos pontos sob as especificações previstas em lei.
  • O interesse comunitário se sobrepõe à legislação. Este argumento é engraçado, pois se o interesse da maioria dos moradores do Lote 10 fosse pela mudança imediata de prefeito esse interesse comunitário não seria atendido, pela argumentação de que teria fundamento na legislação.

Quando a prefeitura demonstrou que ignoraria a legislação, a questão foi encaminhada para o Conselho Municipal de Turismo. Em reunião que contou com representantes da Associação de Moradores e Amigos do Lote 10 (AMA 10),  e aonde também foi argumentado a agressão visual que estes pontos representarão em uma região que praticamente depende unicamente do turismo para seu desenvolvimento.

Após deliberação e votação, os conselheiros decidiram dar um parecer contrário à instalação dos abrigos de metal.

Modelo já existente e defendido por pessoas locais.


Com o envolvimento de alguns moradores da região, que começaram a se manifestar em conjunto com a associação de moradores local, começou o envolvimento político de  CCs (Cargos de Confiança) da prefeitura e de um certo vereador do partido do prefeito, o sr. Kiko Besouchet (que aparentemente continua com seu prestígio político, mesmo depois de denunciado pelo Ministério Público por fraudes em licitações do município
Estes "comissionados" começaram a fazer um trabalho de terrorismo político-social junto aos moradores do Lote 10, com frases como: "é ponto de metal, ou a partir de novembro ficam embaixo de chuva". Apareceram então, os aproveitadores políticos de sempre que, discordando da visão da atual direção da associação de moradores, que optou por não favorecer interesses eleitorais afastando-se de possíveis candidatos, resolveram tirar proveito próprio disseminando entre a comunidade o raciocínio de que a discussão resultaria em prejuízo para eles. 

Alguns moradores, ao receber a visita, e recado, destes "representantes da prefeitura", começaram a pressionar a associação de moradores para que não se opusesse ao projeto. Quando o COMTUR se pronunciou contra a instalação dos pontos, e começaram a surgir ameaças de denúncias ao Ministério Público, a Secretaria de Urbanismo e Arquitetura começou a articular a sua defesa de maneira que não acontecesse uma repetição do ocorrido na Serrinha do Alambari, quando uma denúncia resultou na remoção deste modelo de ponto de ônibus da localidade.

A prefeitura solicitou à associação de moradores que produzisse um "NADA A OPOR" à instalação dos pontos de ônibus. A associação, acuada que estava, redigiu um texto não se opondo mas, enfatizando que o projeto não obedecia ao determinado pela Lei de Edificações da APA da Mantiqueira.


"Nada a Opor" da associação de moradores.

A Secretaria ainda solicitou um parecer à procuradoria do município que, incrivelmente, ignorou completamente o artigo 25 da lei (que afirma que a prefeitura seguirá, OBRIGATORIAMENTE, os critérios estabelecidos) e entregou um parecer favorável a instalação das estruturas de metal ao secretário Tom Kneip. A importância deste parecer, deve-se ao fato de que estando em final de mandato, se este assunto resultar em julgamento, a decisão só ocorrerá no próximo governo, quando o secretário não estará mais empossado. Se for decidido que ele cometeu alguma ilegalidade, e ele for condenado a ressarcir o município das despesas encorridas em obra irregular, ele apresentará o parecer da procuradoria em sua defesa, o que pode fazer com que a culpa de tudo se volte para o município e o bolso dos contribuintes. 

O problema  com estes pontos de metal não é somente estético, e de legislação:

  • Em áreas abertas e com chuvas de vento, como as que ocorrem na região, estes abrigos não oferecem a mínima proteção para as pessoas que, por conta dos infrequentes horários de ônibus, são obrigados a passar muito tempo sob eles. 
  • Quando o tempo estiver bom, a estrutura de metal "assará" aqueles que desejarem se proteger em uma sombra.
  • O abrigo de metal tem menos espaço para abrigar e dar conforto a seus usuários
  • O administrador regional, um destes comissionados ligados ao dito vereador, começou a prometer que seria feita a instalação de um blindex (mais uma afronta ao item VI do artigo 24 da lei que recomenda a utilização de materiais adequado à cultura construtiva local) por trás da estrutura, com o intuito de oferecer maior proteção aos usuários.
  • No portal virtual da prefeitura consta que o custo dos abrigos ficará em R$ 9.344,00 a unidade. Levantamento realizado na região mostra que um abrigo de madeira, como é o padrão já instalado na região, feito com mão de obra local e materiais vendidos no comércio local, exatamente como determinado pela legislação, ficaria com custo unitário de R$ 3.500,00.

Modelo proposto pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Arquitetura


Texto de autoria de Marcelo Brito 




sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Eleições da ASSOMAR (5) compreenda os bastidores em 2012


Esta postagem mostra como a posse de uma nova diretoria, eleita por aclamação (uma vez que a chapa foi formada por consenso e sem oposição), resultou em mudanças radicais de posturas na associação sem que houvesse sequer uma única assembléia para a discussão e votação de novos rumos para a associação.

Ao final do texto serão apresentadas novas informações que podem, ou não, ser consideradas relevantes.



Um Retrospecto da ASSOMAR Segundo a Percepção de um de seus Colaboradores - Parte V


Texto de Marcelo Brito    


O secretário de planejamento de Itatiaia, Rui Saldanha, pareceu, por meio de suas atitudes, antever o futuro que estava por vir.

Ao tomar ciência de que haveria uma nova diretoria na ASSOMAR, ele pediu que, para a reunião com os representantes do estado, os representantes da ASSOMAR apresentassem um ofício, assinado pela nova diretoria, oficializando que esses representantes estariam participando das discussões em nome da associação de moradores.

Outra providência que ele tomou, que achei muito inteligente, embora no fim não tenha dado certo, foi que ele esperou até a véspera da data marcada para a reunião com o estado para, então, fazer o convite para a MAUATUR. Até o local da reunião, a Pousada Olho D’Água, em Maringá, ele conseguiu arranjar, sem informar ao proprietário (Sr. Luis Alves, associado da MAUATUR) sobre o assunto a ser tratado na reunião, e nem quem compareceria a ela.

Na noite anterior à reunião, conversei ao telefone com o secretário. Confirmei o número de cópias do documento que deveria levar, confirmei que a ASSOMAR já tinha preparado o ofício solicitado com o nome de seus representantes, e ele afirmou que os Srs. Vicente Loureiro (SEOBRAS) e José Roberto (DER-RJ) haviam confirmado suas presenças na reunião, conforme acertado anteriormente com o vice-governador Pezão.

Aí, o que acontece? A MAUATUR é convidada, literalmente, de véspera (eu confirmei com o Sr. Julio Buschinelli do Restaurante Rosmarinus, na tarde anterior, e ele ainda não havia tomado conhecimento de nada) e tudo começa a desandar.

No dia da reunião, ao invés dos Srs. Vicente Loureiro e José Roberto, aparece a Sra. Carmen Lúcia Petraglia informando que surgiu um imprevisto de última hora com o Sr. Vicente Loureiro.

Sem desmerecer a coordenadora de obras da SEOBRAS, a diferença é brutal. Ela afirma não ter respostas para a maioria das indagações importantes e que terá que realizar consultas. O Vicente Loureiro, segundo o vice-governador, tem o poder de tomar decisões.


A esquerda, de pernas cruzadas, o Sr. Julio Buschinelli da MAUATUR; seguindo para a direita, os secretários de Itatiaia, Rui Saldanha, Nilson Neves e Roberta Oliveira



Vista de todos os presentes à reunião entre representantes da ASSOMAR, prefeitura de Itatiaia, governo do estado e MAUATUR no salão da Pousada Olho D'Água.


Pela prefeitura de Itatiaia compareceram os secretários de Planejamento (Rui Saldanha), Ordem Pública (Nilson Neves) e Turismo (Roberta Oliveira).

Pela MAUATUR estavam presentes os Srs. Osvaldo Caniato (presidente), Derek Sharp, Julio Buschinelli e Luis Alves.

O Caderno de Encaminhamentos foi entregue à Sra. Carmen Lúcia, que não teve respostas para nada e só afirmou que os pedidos de mudança nos projetos das vilas estavam vindo com muito atraso. Não houve nenhum apoio explícito por parte da MAUATUR que somente concordou com a questão do atraso nas reinvidicações.

O secretário Rui Saldanha atuou mais como mediador, embora tenha confirmado as opiniões da prefeitura no que diz respeito à pavimentação da RJ151, a criação de uma guarita (ou pórtico) na saída da Ponte do Marimbondo e a manutenção das pontes dos vales. A questão dos bolsões de estacionamento foi também comentada pelos secretários Rui Saldanha e Nilson Neves, que também se manifestou sobre o controle de tráfego de veículos principalmente na área acima da vila da Maromba. A secretária Roberta Oliveira, e o secretário Rui Saldanha, concordaram sobre a possibilidade de se fazer um pórtico com um centro de informações turísticas na Ponte do Marimbondo, e aí, foi o único momento em que os representantes da MAUATUR demonstraram algum interesse. (Exceção feita ao momento em que afirmei, meio que na base do humor, que ali não havia nenhum ambientalista, que nós estávamos ali com propostas práticas, para discussão, e um dos empresários da MAUATUR presentes, interrompeu para afirmar que ele é um ambientalista).

Da parte da ASSOMAR, os únicos a se manifestarem de maneira significativa fui eu e o presidente Cláudio Lopes.

Ao final da reunião, tínhamos perdido parte da confiança com que entramos. Lembro-me especificamente de estar caminhando com o Cláudio Lopes e com o Sr. Osvaldo Caniato, e este nos dizer que fizemos as coisas na hora errada e que “o bolo estava na porta do forno” e não era o momento para mudanças. Infelizmente, o momento certo nunca havia sido apresentado para nós.

Naquela mesma noite, o prefeito Luis Carlos “Ypê” fez nova reunião com a ASSOMAR. Ele perguntou a respeito da reunião no Olho D’Água e tratou de outros assuntos da comunidade.

O combinado havia sido que o estado marcaria uma nova reunião para tratar conosco. Mas a convocação não aparecia. Até que ocorreu uma reunião do pessoal do PBA, da qual a Sra. Carmen Lúcia participou. Ao final da reunião estávamos todos conversando do lado de fora do clube de Mauá (local da reunião), quando o vice da ASSOMAR Júlio César começou a puxar o Cláudio Lopes para um canto (ele faz isso constantemente quando eu estou por perto).

Como o Cláudio estava ali de carona comigo, respeitei mais uma vez a hostilidade, pois teria a oportunidade de conversar com o Cláudio no caminho para casa. Uma vez no carro, reforcei mais uma vez, a necessidade de criarmos um “pacto de convivência” na ASSOMAR de maneira a não ficarmos com essa hostilidade e falta de educação. O Cláudio me contou então, que ele e o vice foram conversar com a Sra. Carmen Lúcia, cobrando o agendamento de uma reunião de resposta. Parece que ela teria deixado transparecer um pouco de irritação, e se expressou de maneira pouco amistosa, afirmando que as reivindicações feitas não poderiam ser atendidas sob o risco de o projeto ter que passar por todo um processo de reaprovação junto ao PRODETUR e retardando a sua realização.

Também foi nessa ocasião que ela veio com a “ameaça velada” de que a verba já liberada para a obra tem um prazo para ser utilizada e que corríamos o risco de perdê-la se fôssemos mexer no projeto. Desde então, essa se tornou a principal argumentação do vice Júlio César para tentar derrubar qualquer sugestão sobre as obras.


O prefeito Luis Carlos "Ypê" e sua chefe de gabinete Adriana Fontes, reunem-se com representantes da ASSOMAR na mesma noite da reunião na Pousada Olho D'Água.



A Coordenadora de obra Carmen Lúcia, faz apresentação para platéia no clube de Mauá.


Ninguém parece se dar conta de que as obras de urbanização das vilas nunca foram suspensas pela justiça e que a obra na vila de Mauá está paralisada por falta de pagamento aos contratados. O mesmo ocorre com a obra do Centro Turístico. Enquanto que a questão da pavimentação da RJ-151 com bloquetes, já foi concordada pelo vice-governador, desde que o secretário Rui Saldanha e a ASSOMAR convençam o presidente do DER. Mas a nova diretoria da ASSOMAR abriu mão por completo, de reinvidicar essa causa.
Duas novas reuniões, com a resposta do governo de estado, foram agendadas para ocorrer no dia 14 de junho, uma na vila de Maringá (de manhã) e outra na vila da Maromba (depois do almoço). Assim que soube das reuniões falei com o Cláudio Lopes a respeito de minha presença nelas. O Cláudio confirmou minha presença na reunião de Maringá, mas achou complicado que eu fosse à da Maromba.
Quero deixar bem claro aqui, que eu não precisava ter falado nada com o Cláudio Lopes, porque o meu nome já constava do ofício da delegação que negociaria com o governo do estado desde a primeira reunião em fevereiro. Como participei de todas as reuniões convocadas da ASSOMAR naquele período, e não houve nenhuma mudança oficial, nada escrito em ata, e nem votação para novos delegados, eu não só tinha o direito, como tinha a obrigação de estar nas reuniões.
Para não criar problemas e dentro de um espírito de cooperação, concordei com o Cláudio em não comparecer na reunião da Maromba. Nem discuti com ele.
No dia da reunião, cheguei cedo ao Centro Administrativo e já tive o primeiro indício do que estaria por vir quando o Administrador Regional perguntou o que eu estaria fazendo ali, pois ele tinha sido informado de que eu não participaria da reunião. Ele foi à loja do Cláudio Lopes, falou com ele, voltou e não retornou ao assunto. Nós três fomos buscar cadeiras no Quiosque do Gás para acomodar a todos no Centro Administrativo.
Os representantes dos governos do estado (trouxeram a tiracolo o pessoal do PBA da Casa Vermelha) e os do município começaram a chegar, e somente eu e outro casal de moradores estávamos no Centro Administrativo. Olhei pela varanda e vi um grupo da ASSOMAR reunido na Travessa do Visconde, conversando e aguardando a chegada de outros.
Isso é outra coisa que não dá para entender na cabeça desses camaradas. Você tem a oportunidade de estar em uma sala com diversos secretários municipais, sendo que a comunidade possui diversas carências e pendências, e fica todo mundo lá do lado de fora, sem tomar a iniciativa para nada.
Conversei com o secretário Nilson Neves a respeito dos bolsões de estacionamento (entreguei a ele um mapa da vila de Maringá com sugestão para pontos de criação dos bolsões). Falei com a secretária Roberta Oliveira sobre as eleições de Itatiaia. E ainda indaguei para o secretário Domingos Baumgratz, do Meio Ambiente, sobre a questão de um processo, que está na prefeitura há dois anos, para a abertura de uma trilha que permita a manutenção dos canos de abastecimento de água para 75 famílias no morro da Pousada do Cantinho da Paz. Tudo isso antes da reunião oficial!
Os meus colegas de ASSOMAR, quando chegaram, vieram acompanhados do vice-presidente da AMAMAUÁ. Mais tarde, ainda chegou o presidente da AMAMAUÁ.
Quando do início da reunião, nenhum de meus colegas olhava para mim, fui apertar a mão de um dos diretores e levou quase que 10 segs para ele se dar conta de minha mão extendida para ele. Eu já estava cheio de pressentimentos ruins, me distraí, e esqueci-me de fazer um comunicado oficial de que estava gravando a reunião.
Mais tarde, me informaram que achavam que viram o Sr. Vladir Fernandes fazer um sinal para o vice da ASSOMAR, Júlio César. Não sei afirmar se isso é verdade, mas não me surpreenderia.
Fato é que o vice Júlio César interrompeu a reunião, pedindo por uma questão de ordem e me questionou diretamente se eu tinha pedido autorização para gravar a reunião, e depois perguntou ainda quem havia me convidado para participar da reunião, porque eu não deveria estar ali.


A imagem acima, é do vice presidente da ASSOMAR (foto: reprodução do Facebook). Ao clicar sobre ela serão executado os últimos 1:30 minutos (de um total de 8:30 minutos) que gravei da reunião. O trecho final, aonde a gravação foi encerrada, é o vice da ASSOMAR argumentando que haveria uma negociação e/ou um acordo naquela reunião e que isso não deveria ser gravado.


Ninguém defendeu a minha permanência na reunião e, depois de ter pedido desculpas, ainda tentei manter o gravador ligado para registrar a reunião. O administrador regional, que é um CC, veio rapidamente com a opinião de que ali éramos “todos amigos” e que não havia necessidade de gravar a reunião. O arquiteto da SEOBRAS, que tinha sido rápido em responder que eu não havia solicitado a ele licença para gravar, não quis se comprometer mais e nenhum outro secretário municipal, ou a Sra. Carmen Lúcia, se opuseram. A moradora que estava lá com seu marido foi a única que afirmou não ver problemas em gravar a reunião, alegando que a gravação poderia ser divulgada para os outros moradores que não compareceram. Uma forma de prestação de contas. Houve alguns comentários de que não seria necessário gravar, mas naquele momento eu já tinha desligado o gravador.
O secretário Rui Saldanha, tentando quebrar a tensão do momento, soltou uma brincadeira sobre eu ser o Marcelo Juruna, já que eu estava sempre com o meu gravador.
Final de estória. Até o dia de hoje, não houve qualquer menção em reuniões públicas da ASSOMAR, sobre o que foi discutido nas duas reuniões. AS ATAS NÃO INFORMAM NADA! AS RESPOSTAS PARA OS ENCAMINHAMENTOS FEITOS NÃO FORAM DISCUTIDOS! NÃO HOUVE PRESTAÇÃO DE CONTAS!
O vice Júlio César não prestou contas para ninguém sobre o debatido ali e nem na Maromba. O pessoal da AMAMAUÁ, que não tinha porque estar lá (somente o fato do vice deles ser cunhado do vice da ASSOMAR), esteve em ambas as reuniões. Na verdade, o presidente da AMAMAUÁ não foi na reunião da Maromba, porque ficou conversando comigo na vila de Maringá durante quase duas horas após a reunião de Maringá.
Ninguém da MAUATUR apareceu na reunião da vila de Maringá, parece que sequer foram convidados. Eu mantive o meu combinado e não fui à reunião da vila da Maromba.
O único comentário que farei aqui acerca do conteúdo da reunião, é que, em certa altura, um diretor da ASSOMAR ressuscitou aquele velho argumento vencido de que o trânsito de Maringá melhorará quando a estrada para subida for aberta pelo lado mineiro. O curioso é que quando ele falou isso, os representantes do governo do estado se entreolharam, mas preferiram ficar calados. Afinal de contas, que valor tem a verdade, quando a mentira ajuda?
A partir dessa reunião desisti de qualquer esforço no sentido de melhorar o meu relacionamento com o vice da ASSOMAR. Não vale a pena perder mais do meu tempo com uma pessoa desse nível.




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As informações a seguir não constam do texto original e estão inseridas aqui somente para o leitor que as considere relevante e/ou pertinente. 


Passados alguns meses depois de ter assumido o posto de vice presidente da associação de moradores, a cervejaria Serra Gelada conquistou um stand próprio na Festa do Pinhão e no Festival Gastronômico, dois dos maiores eventos turísticos regionais, ambos promovidos pelas associações comerciais locais.




Outra mudança ocorrida na associação foi a ênfase e apoio que ela passou a dar aos projetos de festivais regionais promovidos pela Secretaria Municipal de Turismo. Desde então a Serra Gelada abriu uma segunda loja comercial em Maringá e comenta-se que estão prestes a abrir uma terceira na vila de Mauá.










sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Reurbanização de Maringá I


A partir desta postagem estaremos publicando "closes" das plantas do projeto do PRODETUR de urbanização da vila de Maringá, na Região de Visconde de Mauá.

A opção de publicar "closes" (ou "zoom in") de partes da planta, ao invés de publicar a planta inteira, é uma opção estética. Se publicássemos a folha inteira, ela ficaria de um tamanho (pequeno) tal que o leitor não conseguiria distinguir detalhes que talvez o interesse e a página do blog ficaria desarrumada à toa.

Esperamos que da forma que as imagens ficarão expostas o leitor consiga acessar de maneira satisfatória as informações que deseja.


Travessa do Visconde 



Projeto de Urbanização - Paisagismo Plantio e Paginação do Piso












As imagens abaixo permitirão ao leitor que compreenda a paginação do piso na imagem acima, que não permite a visualização de detalhes.


Detalhe da cabeceira da Ponte de Pedestres



Módulo de Plantio e Bancos para descanso do pedestre






Rampa de Acesso a Ponte



Baixo Maringá



A entrada na vila de Maringá 

A imagem da entrada da vila já mostra como nas ruas da vila, aqui chamadas de alamedas, a pavimentação será feita com blocos. A imagem mostra que na entrada da subida que leva à Pousada Bela Mauá, aonde hoje está ocorrendo a construção de um novo restaurante, existirá um circulo de blocos como se fosse uma pracinha. Talvez um engano do desenhista da planta, uma vez que nos dias de hoje a pracinha existente fica no lado oposto da rua. Mas talvez não seja erro, talvez a intenção seja acabar com aquela área de lazer criada pelo "Pretinho" e que é carinhosamente chamada de "Praça que não é nossa" pelos frequentadores do local estilizado com desenho de abelha e pote de mel.

De qualquer forma, a viela que passa nos fundos do mercado do Reginaldo e atrás do Richard's Burger, passa a ser chamada de "Alameda 1", e tem seu piso pavimentado de blocos.

A Alameda 2 passa a ser a viela aonde se localiza o Restaurante Coisas do Arco da Velha


Alameda 3 é a viela com a Pousada da Palmira.



Close de uma das plantas com a pavimentação das alamedas.